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A semana foi marcada por uma polêmica envolvendo um encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e dirigentes do Flamengo, incluindo o presidente Rodolfo Landim. Parte da torcida reclamou da politização do clube. Mas esta não é a primeira vez que times têm seus nomes ligados a políticos. Assim O MQJ Memória relemra quando clubes se ligaram a políticos.

Desde que Bolsonaro assumiu a presidência o Flamengo vem tendo uma relação bem amistoso com o presidente. Torcedor do Botafogo no Rio de Janeiro, Bolsonaro até se deixou fotografar com uma camisa do Rubro-Negro durante um jogo contra o CSA pelo Campeonato Brasileiro. Além disso o político se reuniu com o técnico Jorge Jesus, quando o português dirigia o Flamengo, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Paulo Guedes ao lado de Bolsonaro e Jorge Jesus (Foto: Agência Brasil)

O Flamengo chegou a divulgar nota negando a politização do clube, mas alguns aspectos deixam claro que o relacionamento é forte. Bolsonaro defendeu a MP do mandante, que definia que os clubes pudessem negociar de forma livre cotas de televisão. Além disso a Havan, do empresário Luciano Hang, aliado do Governo Federal, patrocina o Flamengo.

Flamengo nega relação de politização

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O Flamengo tentou negar qualquer ligação de forma oficial.

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– Vou falar pela décima vez. O Flamengo não se envolve em política partidária. O fato de haver relação oficial com os chefes de governo do país não significa apoio político. Não se deixem induzir por pessoas que têm interesse político de jogar o Landim à esquerda ou à direita – disse Rodrigo Dunshee, vice-presidente do Flamengo.

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Rival de Bolsonaro, Lula sempre se ligou ao Corinthians

Lula ao lado do saudoso Sócrates (Foto: Instagram)

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Rival do momento de Jair Bolsonaro, Lula sempre foi um forte aliado do Brasil quando presidiu o Brasil. O político teve papel fundamental no auxílio ao Corinthians para a construção da Arena Neo Química, em Itaquera. O caso inclusive ganhou as manchetes dos jornais por conta da operação Lava Jato.

A relação entre Lula e o Corinthians se fortaleceu tanto que o ex-presidente do clube Andrés Sanchez acabou se filiando ao Partido dos Trabalhadores e virando deputado Federal.

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Durante o período de Governo do PT o Corinthians também respondeu em campo ao carinho do seu torcedor ilustre. Foi campeão da Copa Libertadores, do Brasileiro e até mesmo do Mundial de Clubes da Fifa.

Botafogo e a história do Nilton Santos

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Outro alvinegro que acabou se beneficiando da boa relação com políticos foi o Botafogo. Nos bastidores do futebol carioca se fala que o Glorioso só assumiu o controle do Engenhão, atual Estádio Nilton Santos, por uma ajuda do ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia.

César Maia é torcedor fanático do Botafogo (Foto: Arquivo pessoal)

César Maia teria participado de uma negociação com outros concorrentes, como Flamengo e Fluminense, para tirar rivais do páreo e deixar o Botafogo soberano no posto. O Rubro-Negro na época alegou não ter condições fianceiras de assumir o estádio.

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– O processo foi o mais transparente possível. Tivemos toda a clareza e ninguém nunca reclamou de nada. Assim o que temos são muitas histórias de folclore – diz César Maia toda vez que é perguntado sobre o assunto.

PT já decidiu local da final da Copa do Brasil

Juventude levou a melhor em 1999 (Foto: CBF)

Se o Botafogo já se beneficiou do apoio político, também sofreu nas mãos de parlamentares. Em 1999 o regulamento da CBF impedia a realização de finais da Copa do Brasil em estádios com capacidade inferior a 40 mil torcedores. Assim o Juventude teria que enfrentar o Botafogo fora de Caxias do Sul (RS). Com uma manobra do então prefeito petista da cidade, Pepe Vargas, o caso chegou ao Congresso Nacional.

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Líder do PT na Câmara, o ex-deputado José Genoíno enviou um pedido ao então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para que o jogo não mudasse para Porto Alegre (RS). Assim na resposta ao parlamentar, Teixeira concordou. Além disso disse que faria isso “atendendo ao apelo de Vossa Excelência”.

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O parlamentar explicou a medida. Mas até hoje é alvo da ira dos botafoguenses.

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– Defendi o cumprimento do regulamento da Copa Brasil como defendo o cumprimento do regimento da Câmara – afirmou Genoino ao UOL na época, mas evitando polemizar com os botafoguenses.

Como podemos ver não é a primeira vez e nem será a última que futebol e política caminham de mãos dadas. Mas o futebol e política são feitas de paixão. Assim é difícil afastá-los.

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