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O MQJ Memória de hoje volta ao início do século para lembrar a trágica morte do lateral-direito Clébson. O jogador morreu no começo da carreira, mas quando dava sinais de que viraria um dos principais jogadores da posição no Brasil. Tanto que era tratado no clube como o substituto de Jorginho, lateral campeão mundial em 1994 com a Seleção Brasileira e seu companheiro no elenco do Vasco.

Clébson morreu no auge da carreira (Foto: Reprodução Youtube)

Clébson nasceu em 1978 no município de Itiúba , interior da Bahia. Desde pequeno queria ser jogador de futebol e ficou mais próximo do sonho ao passar nos testes das categorias de base do Bahia. A partir daí a curva de sua carreira só subiu. O jogador, tão logo foi promovido aos profissionais, virou titular e teve papel de destaque na conquista do título do Campeonato Baiano de 1998. Mas sabia que precisava ganhar o mundo.

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Na metade do ano de 2000 o então presidente do Vasco, Eurico Miranda, atendeu a um pedido da comissão técnica para ir atrás de um lateral-direito. Isso porque Jorginho queria deixar a lateral e estava disposto a jogar no meio-de-campo. Os olheiros vascaínos então não tiveram dúvida em apontar para Clébson.

Clébson foi campeão brasileiro e sul-americano pelo Vasco

Clébson abraça Juninho em jogo da Libertadores (Foto: Conmebol)

Mal chegou e vestiu a camisa. Clébson logo ganhou a confiança do técnico Oswaldo de Oliveira. Com estilo abusado em campo, não tinha medo de tentar os dribles e tinha um bom cruzamento. Mas a sua força física permitia que ele não deixasse a marcação descuidada.

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– O Clébson era um lateral que tinha muito futuro. Eu dizia para ele que um dia disputaria uma Copa do Mundo com a camisa da Seleção Brasileira. Ele sabia do potencial, mas era um jogador muito humilde – lembrou o atacante Romário, seu companheiro de Vasco.

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Clébson teve um papel de destaque do Vasco no time que conquistou a Copa João Havelange, reconhecida como Campeonato Brasileiro pela CBF, e a Copa Mercosul de 2000. Nessas duas finais já estava sob o comando do técnico Joel Santana. O jogador teve boa atuação na virada sobre o Palmeiras por 4 a 3, um dos jogos mais históricos do Vasco.

– O Clébson era talentoso, um jogador que infelizmente teve a carreira e a vida interrompidas por uma fatalidade. Tinha potencial para ir longe na carreira, pois escutava os treinadores e se comportava bem em campo, além do talento – relembrou Joel Santana.

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Curiosamente, um dos gols de Clébson pelo Vasco foi no empate por 3 a 3 com o seu ex-clube, o Bahia, pela Copa João Havelange. É possível vê-lo no vídeo abaixo.

Clébson morreu indo curtir as festas juninas

O Vasco anunciou que iria comprar os direitos federativos de Clébson quando seu contrato de empréstimo chegasse ao fim, em dezembro de 2001. Entretanto, o jogador e o clube não puderam realizar esse acordo. O lateral morreu antes.

Clébson em um evento familiar (Foto: Arquivo pessoal)

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Em junho de 2001 o Vasco deu uns dias de folga aos seus jogadores antes da preparação para o Campeonato Brasileiro. Então Clébson, com 22 anos, foi para a Bahia a fim de rever os parentes e curtir as festas juninas do Nordeste. No dia 22 de junho daquele ano ele estava dirigindo na estrada BA-409, no interior da Bahia. Estava chovendo, mas o jogador não vinha em velocidade alta, segundo testemunhas. Ele tentou ultrapassar um caminhão, mas não percebeu a presença de uma carreta. Seu veículo Astra, placa JPB 9795, se chocou em uma carreta Mercedez Benz, placa JLO-7546. O motorista do outro veículo teria fugido.

Chegava ao fim assim a carreira e a vida de um dos laterais mais promissores da história do futebol brasileiro. Clébson jogou 55 jogos com a camisa do Vasco e marcou três gols. Mas será sempre lembrado como o lateral da histórica virada da final da Copa Mercosul de 2000.

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