Publicidade

A Superliga da Europa vai reunir os gigantes do futebol europeu. São 12 clubes sendo seis da Inglaterra (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Manchester City e Tottenham), três da Itália (Juventus, Milan e Internazionale) e três da Espanha (Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid). Mas duas potências, PSG e Bayern de Munique, se posicionaram contra a medida. Mas o que faz esses dois gigantes estarem do lado oposto a grandes clubes?

Rummenigge: dirigente prevê retorno do público aos estádios - Divulgação Bayer Rummenigge vai ocupar posto de peso na Uefa (Foto: Divulgação Bayer)

Os motivos são distintos. No caso do Bayern de Munique a Superliga sempre foi tratada como algo nocivo. O clube, assim como seus pares na Alemanha, defendem que a competição não é democrática e exclui clubes de outros países europeus. O clube liderou um movimento de oposição neste sentido conseguindo contar com o apoio de excluídos importantes como o Borussia Dortmund, o Ajax da Holanda e o português Porto.

MAIS! Uefa reage e ameaça a Superliga

Publicidade

O fato político também pesa neste caso. CEO do clube alemão, o ex-jogador Karl-Heinz Rummenigge, vai ocupar o posto de Andrea Agnelli, presidente da Juventus e um dos idealizadores da Superliga, no Comitê Executivo da Uefa. O Bayern aposta na força da Uefa e da Fifa para ficar do lado certo. Vale lembrar que as duas instituições, assim como Bundesliga, Premier League, La Liga e outras são contra à criação da Superliga.

PSG é contra por conta dos direitos de TV

Nasser Al-Khelaifi e Neymar PSG Nasser Al-Khelaifi vai conseguir manter Neymar sem craques? (Foto: PSG / Divulgação)

No caso do PSG a oposição ao torneio é meramente financeira. Mas também com doses políticas de rejeição. Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain, é dono da uma rede de emissoras de TV que possui os direitos de transmissão da Champions League e da Copa do Mundo. Assim não pretende criar problemas com Uefa e com a Fifa.

LEIA MAIS! Caiu! José Mourinho é demitido do Tottenham

Publicidade

Além disso o presidente do PSG tem excelente relacionamento com Emmanuel Macron, presidente da França, que se manifestou contra a criação da Superliga. O mandatário nacional tem forte influência em questões envolvendo direitos de transmissão e pode ser um problema para o dono do PSG.

LEIA MAIS! Na Espanha, sinais de que Messi deve continuar no Barcelona

Assim Bayern de Munique e PSG dificilmente vão aderir à Superliga. Mas podem trabalhar nos bastidores para que acordos minimizem estragos na relação entre as partes. Isso porque a guerra é ruim para as duas partes. Ou alguém acha que o PSG terá facilidades de manter Neymar e Mbapopé sem enfrentar gigantes do continente?