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A vaga para a Libertadores de 2022 faz o Fluminense terminar a temporada com sensação de dever cumprido. Entretanto, um olhar crítico aponta que, embora possa, com razão, comemorar, o ano poderia ter sido melhor. Por quê? Vamos lá.

Na temporada de 2020, que terminou só em fevereiro deste ano, em função da pandemia, o Fluminense terminou o Brasileiro na quinta colocação. A posição garantiu vaga direta para a fase de grupos da Libertadores. Agora, o sétimo lugar no Brasileirão leva o Flu à fase preliminar do torneio continental em 2022.

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Além disso, o Fluminense vacilou na reta final da temporada. O clube carioca perdeu seis jogos seguidos como visitante no Brasileirão, o que complicou o objetivo de buscar uma vaga na fase de grupos.

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Bem, depois da contextualização, vamos retornar ao início da temporada. O Fluminense apostou em Roger Machado no retorno do clube à Libertadores. Foram oito anos afastados do principal torneio do continente.

Roger Machado chegou ao Fluminense em fevereiro (Foto: Divulgação)

O Fluminense de Roger Machado

O Fluminense caiu em grupo perigoso, com River Plate, Santa Fe e Junior Barranquilla. A estreia foi com empate, no Maracanã, com o time argentino. Depois, o Flu voltou da Colômbia com vitória sobre o Santa Fe e empate com Barranquilla. O triunfo sobre o Santa Fe foi especial para Fred. Ele marcou duas vezes e se tornou o segundo maior artilheiro da história tricolor.

Fred ampliou sua história contra o Santa Fe (Foto: Lucas Merçon/Fluminense)

Ao vencer o Santa Fe, no Rio, o Tricolor Carioca deu um passo importante para a classificação. Entretanto, a derrota no Maraca para o Junior Barranquilla deixou o Flu pressionado. É que o Fluminense, que precisava de um empate para garantir vaga antecipada, viu a decisão ficar para o jogo contra o River Plate, na Argentina.

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O Tricolor Carioca foi para a decisão na Argentina logo depois do vice-campeonato no Carioca. O Fluminense de Roger Machado, após empatar o jogo de ida, perdeu o segundo jogo para o Flamengo. Claro. Pressão a mais para a Libertadores.

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O Fluminense, então, mostrou força e poder de reação. O Tricolor Carioca fez 3 a 1 no River Plate, garantiu o primeiro lugar e a consequente classificação para as oitavas de final da Libertadores.

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A vitória sobre o River Plate deu moral ao trabalho de Roger Machado. O Fluminense largou no Brasileiro com cinco jogos de invencibilidade, duas vitórias, em casa, e três empates, fora. O Tricolor Carioca, contudo, voltou a oscilar.

O pressionado Roger Machado

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Roger convivia com críticas, especialmente pelo desempenho tricolor. A pressão foi aumentando à medida que os tropeços se acumularam. Em julho, já pressionado, ele largou nas oitavas de final da Libertadores com vitória sobre o Cerro Porteño, no Paraguai, com vitória. Entretanto, derrotas no Brasileiro e no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, para o Criciúma, aumentaram a temperatura.

Fluminense Roger Machado na derrota para o Criciúma (Foto: Maílson Santana/ Fluminense)

O técnico conseguiu eliminar o Criciúma com triunfo no Maracanã e carimbou, no início de agosto, classificação na Libertadores com nova vitória sobre o Cerro. No Brasileiro, porém, Roger amargou uma sequência de cinco jogos sem vencer, sendo quatro derrotas. Assim, ficou ainda mais pressionado para as quartas de final do torneio continental.

O Fluminense buscou o empate com o Barcelona de Guayaquil aos 50 minutos do segundo tempo: 2 a 2, no Maracanã. Mais pressão. O empate por 1 a 1, no Equador, eliminou o Flu. E custou o emprego de Roger Machado. Ele foi demitido após a queda na Libertadores.

O Fluminense de Marcão

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O Tricolor Carioca, então, recorreu a Marcão mais uma vez. De cara, eliminação na Copa do Brasil para o Atlético-MG, nas quartas de final. Restava o Brasileiro e buscar vaga para a Libertadores.

Marcão Fluminense Marcão levou o Flu à Libertadores | Foto: Lucas Merçon / Fluminense / Divulgação

Com Marcão, o Flu engatou seis jogos de invencibilidade no Brasileiro e se recuperou. Assim, voltou à briga por vaga para a Libertadores. Entretanto, o time oscilou, apresentou dificuldades ofensivas e não conseguiu emplacar como gostaria.

Na reta final da temporada, contou com a força no Maracanã – foram seis vitórias seguidas no estádio – para segurar a bronca dos fracassos longe do Rio. Desta forma, terminou o Brasileiro em sétimo e com vaga para a Libertadores.

Perspectivas do Fluminense para 2022

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O Fluminense garantiu vaga para Libertadores e agora precisa definir quem vai comandar o time em 2022. Marcão foi efetivado até o fim desta temporada e não sabe se continua à frente do time.

De qualquer maneira, o Fluminense já se mexeu por reforços – acertou com lateral-esquerdo Pineida e com volante Felipe Melo. A perspectiva tricolor é a de se consolidar no cenário da Libertadores. Para isso, precisa melhorar a produção ofensiva do time.

Além disso, o Fluminense quer acabar com a hegemonia do Flamengo no Rio e voltar a ganhar o Estadual. É o grande com o maior jejum – não conquista o Carioca desde 2012.

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Em 2022, o Fluminense vai buscar dar o próximo passo, que é ser mais consistente e obter um protagonismo maior. De preferência, beliscando títulos.

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