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Uma temporada que começou com títulos e terminou de forma melancólica. O Flamengo se despede de 2021 com um gosto amargo na boca. A expectativa de um novo ano mágico deu lugar à frustração.

O Flamengo se desmanchou na reta final da temporada. O clube carioca brigava nas três frentes e sonhava com uma Tríplice Coroa. Entretanto, perdeu a mão em campo, acumulou problemas físicos e sucumbiu. Ficou aquela sensação de decepção.

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Bicampeão brasileiro em fevereiro, quando terminou a temporada 2020, o Flamengo começou a atual temporada pensando alto e em ser tri: consecutivo no Brasileiro e no geral da Libertadores. Era o discurso de Rogério Ceni.

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De cara, Ceni levou o Flamengo a mais um título da Supercopa do Brasil. Na final, vitória nos pênaltis sobre o Palmeiras. Começava bem a temporada. O técnico até faturou um tri: o do Carioca.

Flamengo Jogadores erguem Rogério Ceni na comemoração do título carioca (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)

Na final, após empatar o primeiro jogo por 1 a 1, o Flamengo superou o Fluminense por 3 a 1 e foi campeão carioca pelo terceiro ano seguido. Curiosamente, com três técnicos diferentes: Abel Braga em 2019, Jorge Jesus em 2020 e Ceni em 2021.

A queda de Ceni no Flamengo

O Flamengo também havia largado bem na Libertadores. Com três vitórias nos três primeiros jogos, o clube carioca encaminhou classificação para o mata-mata. Na sequência, o Fla oscilou no torneio – foram três empates. Em um deles, contra a Unión La Calera, no Chile, Gabigol superou Zico e se tornou o maior artilheiro da história do Flamengo em Libertadores. Tropeços à parte, o Fla garantiu vaga com uma rodada de antecedência e avançou em primeiro lugar.

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Rogério Ceni começou a sofrer com desfalques, em função de Data Fifa. O Flamengo oscilou no início do Brasileiro e ainda perdeu Gerson, vendido para o Olympique de Marselha. Para piorar, Ceni teve problemas internos. Não resistiu e foi demitido em julho.

A chegada de Renato Gaúcho

O Flamengo, então, apostou em Renato Gaúcho. O começo foi promissor, com sequência de vitórias, classificação para as quartas de final da Libertadores, e goleadas. O clube carioca ainda se reforçou com nomes da Premier League: Andreas Pereira e Kenedy.

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Em setembro foi a vez de David Luiz chegar ao Flamengo. Naquele momento, o clube carioca brigava nas três frentes e buscava um novo ano mágico. O zagueiro estreou justamente na semifinal da Libertadores, contra o Barcelona de Guayaquil. O Flamengo eliminou o time equatoriano e se garantiu na final. Entretanto, tudo começou a ruir a partir de outubro.

Flamengo x Barcelona David Luiz David Luiz na estreia pelo Flamengo | Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Divulgação

Pelo Brasileiro, o Flamengo empatou sem gols com o Cuiabá, no Maracanã, e perdeu chance de diminuir a diferença para o líder Atlético-MG. Na sequência, abriu o duelo de semifinal com Athletico-PR com empate, em Curitiba. A derrota no Fla-Flu, pela 28ª rodada do Brasileirão, fez Renato Gaúcho praticamente jogar a toalha nos pontos corridos. Foi após o clássico em que se saiu com a declaração do “quem tudo quer, nada tem”, indicando que o foco seria no mata-mata.

A derrocada do Flamengo

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O problema é que o Flamengo caiu no primeiro mata-mata quatro dias depois do Fla-Flu. No Maracanã, o Athletico-PR fez 3 a 0 e avançou à final da Copa do Brasil. Renato Gaúcho entregou o cargo, mas a diretoria não aceitou.

Renato Gaúcho Flamengo Renato saiu sem título do Flamengo | Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Divulgação

Como a situação no Brasileiro era complicada, o Fla adotou um preparação especial de olho na final da Libertadores. A ideia era rodar o time no Nacional, recuperar os jogadores lesionados/desgastados e chegar bem à decisão continental.

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Por falar em lesões, o Fla sofreu na reta final, o que colocou em xeque o departamento médico e a preparação física. Diego Alves, Filipe Luís, Rodrigo Caio, David Luiz, Isla, Willian Arão, Diego, Arrascaeta e Bruno Henrique, entre outros, foram atletas com problemas no momento decisivo do ano.

A decepção na Libertadores

O Fla não conseguiu se aproximar do Atlético-MG – os empates com Athletico-PR, Chapecoense e Grêmio foram alvos de críticas por parte da torcida – e apostou as fichas na decisão da Libertadores, contra o Palmeiras. O clube paulista, na prorrogação, levou a melhor. Andreas Pereira errou no lance do segundo gol. Um vacilo capital, mas não o único de uma série de equívocos.

Gabigol Flamengo caiu para o Palmeiras | Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Divulgação

O clube carioca pagou caro por chegar à final da Libertadores com o time longe do ideal físico, técnico e tático. O Flamengo de Renato Gaúcho naufragou em pontos que eram nítidos: dependia muito do talento individual e era um time exposto. O técnico, por sinal, não resistiu. Dois dias após o vice na Libertadores, o Fla anunciou a saída de Renato.

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Com Maurício de Souza como interino, o Fla terminou o ano e amargou uma temporada melancólica.

Perspectivas do Flamengo para 2022

O primeiro passo do Fla para 2022 é contratar um novo técnico. O clube carioca busca um estrangeiro, com uma comissão técnica robusta. O questionado departamento de futebol continua intacto.

Pelo elenco que tem, o Fla vai estar no bloco dos favoritos para 2022, mas com uma pressão maior em função das decepções desta temporada. O clube carioca, assim, aposta na nova comissão técnica para conseguir tirar o melhor do time e lidar melhor com os problemas que vão se repetir no próximo ano: calendário corrido e desfalques por convocações.

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Com uma sólida condição financeira, o Flamengo se fixou como protagonista, mas precisa aprender com os erros da temporada de 2021 para conseguir brilhar em 2022.

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