A era de Domènec Torrent à frente do comando do Flamengo chegou ao fim na tarde de segunda-feira, menos de 24 horas depois de o time ter sido goleado pelo Atlético-MG por 4 a 0 em Minas Gerais. Mas o caminho entre a insatisfação da diretoria e o anúncio da sua demissão foi mais longo. Vários fatores pesaram para que Dome fosse demitido. A irregularidade do time, a teimosia com alguns jogadores e tratar goleadas com naturalidade são alguns dos pontos que irritavam os dirigentes.

Flamengo demitiu Domènec Torrent (Foto: Divulgação)
A diretoria cogitou pela primeira vez que a demissão de Dome no Equador. Pouco depois da goleada de 5 a 0 sofrida para o Independiente del Valle pela Copa Libertadores. Alguns dos dirigentes defendiam a saída imediata do comandante. O presidente Rodolfo Landim bancou o nome. Mas as entrevistas após os jogos de goleadas apenas agravavam a situação.
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Dome tratava resultados como o 5 a 0 para o Independiente del Valle e os 4 a 1 para o São Paulo com uma naturalidade insultante para a diretoria.
– Custam três pontos como qualquer outra derrota. Foi dolorido. Mas temos que trabalhar para melhorar – dizia Dome tirando alguns membros da diretoria do sério.
Jordi Guerrero agravava a situação de Dome

Dome e Jordi atuando em conjunto no Flamengo (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
A diretoria não demitiu Dome porque a delegação ficou no Equador. O time ia jogar na semana seguinte com o Barcelona pela Copa Libertadores. Além disso a falta de opções no mercado e a multa rescisória de 2 milhões de euros (mais de R$ 12 milhões)O pesavam contra. O treinador ainda se beneficiou da vitória sobre o Barcelona.
Na volta ao Brasil Dome se viu com Covid e afastado do time. Coube ai auxiliar Jordi Guerrero dirigir o time, todo desfalcado, no empate por 1 a 1 com o Palmeiras e na goleada de 4 a 0 sobre o Del Valle no Maracanã. A forma como o assistente dominou o elenco, assimilando rapidamente o nome dos jogadores e conhecendo suas características deixaram os dirigentes flamenguistas convencidos de que o auxiliar poderia ser a solução. Mas havia a certeza de que Jordi Guerrero seria leal a Dome.
Insistência em Gustavo Henrique pesou contra Dome

Rodolfo Landim foi contra a saída de Dome no Equador. Mas agora… (Foto: Fla TV)
A naturalidade das goleadas e a falta de conhecimento do elenco irritaram os dirigentes. Mas não apenas eles. Além disso Zico, maior ídolo do clube, começou a detonar o trabalho do Flamengo. Alertou para os constantes erros do sistema defensivo. Assim abriu os olhos da diretoria para a bagunça do setor.
O tempo foi passando e as coisas pareciam se acertar. Até que veio o empate por 2 a 2 com o Inter no Sul. Os erros do setor defensivo irritaram a diretoria. Em seguida duas goleadas para São Paulo e Atlético-MG trouxeram outro problema: a insistência em alguns jogadores.
Com o filme queimado o zagueiro Gustavo Henrique, na visão da diretoria, deveria ser preservado. Mas Dome o expôs e o utilizou mais do que outros defensores com melhor desempenho. O gol contra do jogador contra o Galo começou a decretar a demissão de Dome.
Após a partida contra o Galo a decisão da saída de Dome estava tomada. O anúncio nesta segunda-feira apenas colocou fim em um clima de insatisfação importado do Equador.
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