Em precária situação financeira, agravada pela pandemia do coronavírus, o Vasco busca o entendimento para amenizar efeitos da crise. O clube, que deve salários a atletas e funcionários, tem realizado uma verdadeira engenharia financeira para saldar compromissos.

Alexandre Campello (Foto: Divulgação)
A suspensão das atividades no CT do Almirante devido à quarentena imposta pelas autoridades, não interrompeu os esforços dos dirigentes. Na última quinta-feira, os funcionários receberam a primeira parcela do 13º. Nesta segunda, Jogadores e funcionários receberam a segunda parcela.
Com isso, restaram apenas os direitos de imagem dos jogadores, que não são pagos desde setembro, como pendência de 2019. Além disso, o clube deve os salários de janeiro e fevereiro, e férias.
Os movimentos da diretoria já repercutiram entre os jogadores. Sem dar entrevistas desde o dia 26 de fevereiro, em sinal de protesto, os jogadores vão voltar a dar entrevistas.
O clima pode ter melhorado, mas a situação está longe de uma solução. Espera-se que a economia seja afetada duramente pela paralisação do país. E o futebol não vai escapar. Para um clube na situação do Cruz-Maltino, só a união e o diálogo interno podem evitar o pior.
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Campello pede compreensão dos jogadores
O presidente Alexandre Campello e sua diretoria estão tentando aproveitar o momento para planejar o futuro e pacificar o clube.
– Esse período de quarentena tem sido de muito trabalho, temos feito várias reuniões por vídeos, quer seja com o grupo de gestão, o grupo da operação, ou com o grupo de executivos de diversas áreas do clube -, afirmou em entrevista à rádio Tupi.
Preocupado com as consequências para a economia e para a sociedade, Campello pediu compreensão aos jogadores.
– A sociedade como um todo deve se conscientizar que após a pandemia nós vamos viver um período semelhante ao pós guerras. Eu acredito que muitos vão quebrar, porque a economia vai passar por uma retração. Os jogadores de futebol, membros de comissão técnica também precisam entender que os clubes vão estar mais pobres pós pandemia. Vários setores vão passar por um reajuste, possivelmente com algum desemprego, com redução de salários, mas que todos vão perder alguma coisa -, finalizou o presidente.
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