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Flamengo! O que aconteceu com o melhor ataque do Brasil?

Bruno Henrique e Gabigol
Bruno Henrique e Gabigol (Foto: Alexandre Vidal/CRF)

O Flamengo teve o melhor ataque do Brasil em 2019, e superou muitos recordes. No Brasileirão, somou 86 gols e foi campeão com saldo positivo de 49. Sua dupla de ataque, com Gabigol (25) e Bruno Henrique (21), ocupou o topo da tabela da artilharia. Mas o que está acontecendo com os dois atacantes em 2020?

Bruno Henrique e Gabigol (Foto: Alexandre Vidal/CRF)

Antes considerado favorito para a competição, o Flamengo está encontrando dificuldades no Brasileiro. Após quatro rodadas, são duas derrotas, uma vitória e um empate. A equipe marcou apenas dois gols, sendo um de pênalti, e sofreu cinco.

A saída do técnico Jorge Jesus e a chegada de Domènec Torrent a apenas uma semana do início da competição certamente pesaram. Entretanto, isso não explica tudo. Pra quem se acostumou a ver Gabigol e Bruno Henrique serem letais em suas escapadas, tabelas e finalizações, a dupla está irreconhecível.

Gabigol se esforça, corre e tenta, mas está errando muito nas finalizações. Nesta quarta-feira, marcou de pênalti seu primeiro gol desde o retorno do futebol após a paralisação da Covid-19. Já Bruno Henrique parece atordoado em campo, não acerta as jogadas, perde as bolas no ataque a toda hora e toma seguidas decisões erradas. O futebol que o levou à Seleção Brasileira simplesmente sumiu, e ele não marca há sete jogos.

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Paralisação quebrou ritmo e tirou o foco

A queda de rendimento do ataque e da equipe como um todo tem sido analisada por diversos comentaristas. Várias causas são apontadas, mas a verdade é que o tempo de paralisação teve um impacto muito grande, e os 65 dias longe dos treinos quebrou totalmente o ritmo daquela que era a equipe que jogava o melhor futebol no país.

Nem mesmo as férias de 30 dias após a final do Mundial contra o Liverpool fizeram a mesma diferença. Em fevereiro a equipe retornou com tudo e conquistou a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana com grandes atuações. No Carioca, conquistou sem sustos a Taça Guanabara, primeiro turno do Estadual.

Dome pede tempo

Desde junho, entretanto, o que se vê em campo é um Flamengo sem intensidade, e, como diz o próprio Dome, em ritmo de pré-temporada. O treinador tenta explicar o que está acontecendo e pede tempo.

– Eu não sei (porque a dupla não rende). Talvez seja problema da comissão técnica. Mas estes jogadores precisam de tempo. Eu preciso, mas eles também. Treinamos pouco e jogamos cinco jogos em 15 dias. Os atletas precisam de tempo. Tenho muita confiança nestes jogadores, porque são nossos artilheiros. Estou completamente com segurança de que farão muitos gols – disse Dome nesta quarta-feira após o empate com o Grêmio.

– Hoje, Gabi já fez gol. Artilheiros precisam de muita confiança, porque são jogadores especiais. Quando começam a fazer gols, não param. Todos precisamos de tempo. Não é fácil jogar sem torcida, pandemia, muitas coisas… Mas todas as equipes são iguais. Precisamos de mais treinos, estar melhores fisicamente. É tudo isso. Quando você está melhor em todos os aspectos, físicos, mentais, táticos, tem mais chance de fazer gol – avaliou o treinador.

Bruno Henrique e Gabigol terão nova chance para desencantar no próximo domingo, no clássico contra o Botafogo. A última vez que os rivais se encontraram foi na segunda rodada da Taça Rio, em março. O Fla venceu fácil por 3 a 0, e teve gol do Gabigol.

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