O ex-jogador Juninho Pernambucano jamais escondeu seus posicionamentos, seja sobre o futebol ou sobre assuntos fora das quatro linhas, como a política. Recentemente esteve envolvido em um imbróglio com o também ex-jogador Leonardo. Ambos ocupam cargos de comando esportivo em clubes da França: Juninho no Lyon e Leonardo no Paris Saint-Germain. Eles se desentenderam depois que Juninho teceu críticas a Neymar, ao afirmar que o craque brasileiro transferiu-se para o PSG por dinheiro e apenas por isso.
“Se o PSG deu tudo a ele, tudo que ele queria, e agora ele quer sair antes do fim de seu contrato. Mas agora é tempo para dar de volta, de mostrar alguma gratidão. É uma troca, você vê. Neymar precisa dar tudo que pode no gramado, mostrar total dedicação, responsabilidade e liderança. O problema é que o establishment no Brasil tem uma cultura de ganância e sempre querer mais dinheiro. Isso é o que somos ensinados e o que aprendemos”, disse Juninho em entrevista ao The Guardian.

Sylvinho e Juninho, na época em que este último assumiu cargo de diretor esportivo. Sylvinho foi o treinador – Divulgação
Leonardo se manifestou em entrevista à Rádio RMC Sport da seguinte maneira: “Juninho, agora, fala sobre Paris e Neymar. Seria melhor falar sobre o clube deles. (O PSG) não está comentando a situação do Lyon, assim como o Lyon não deveria falar sobre nossos jogadores e nosso clube”.
LEVE PUXÃO DE ORELHAS
No entanto, o que repercutiu na manhã desta quarta-feira na imprensa francesa e europeia foi o puxão de orelhas dado por Jean-Michel Aulas em Juninho. O que incomodou o dono do Lyon não foi o embate com Leonardo, mas sim as palavras do seu Diretor de Futebol sobre a política no Brasil. Juninho, como se sabe, é crítico ferrenho ao governo Bolsonaro e demonstrou isso com força na mesma entrevista em que falou sobre Neymar. Chegou a dizer que brigou com a maior parte de seus familiares em razão desse posicionamento.
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Em entrevista ao L’Equipe, Jean-Michel Aulas deixou claro que Juninho deve ter mais controle sobre o que fala, para que suas palavras sejam mais de união do que o contrário. O todo-poderoso do Lyon sabe que as palavras de Juninho não soaram bem no vestiário do time, uma vez que há brasileiros no elenco e bolsonaristas,
“Esse tipo de situação pode irritar alguns compatriotas em seu vestiário, muitos jogadores brasileiros sendo abertamente pró-Bolsonaro. Certamente gostaríamos que Juninho fosse um pouco mais calculista em seus discursos “, disse o dirigente.
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