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A turbulência extracampo roubou os holofotes do retorno da Seleção Brasileira aos gramados. O duelo com o Equador, nesta sexta-feira, até ficou em segundo plano diante da polêmica em ser sede da Copa América, a insatisfação dos jogadores, e denúncia formal de assédio sexual e moral contra Rogério Caboclo, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), feita por uma funcionária. Em meio a tudo isso, a bola rolou e o Brasil deu novo passo rumo à Copa do Mundo. A Seleção venceu os equatorianos por 2 a 0 no Beira-Rio e continua 100% nas Eliminatórias.

Agora, a Seleção Brasileira tem 15 pontos e lidera as Eliminatórias Sul-Americanas com quatro pontos de vantagem sobre a Argentina. O Equador tem nove pontos e está na terceira colocação.

Neymar Seleção Brasileira (2) Neymar fez o segundo da Seleção | Foto: Lucas Figueiredo / CBF / Divulgação

O Brasil volta a campo na terça-feira e encara o Paraguai, no Defensores Del Chaco, às 21h30 (horário de Brasília). O Equador, por sua vez, recebe o Peru. A Seleção não entrava em campo desde novembro, data da vitória sobre o Uruguai. A rodada de março das Eliminatórias, prevista para março, foi adiada em função das restrições e combate à pandemia naquela época.

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Titular, Gabigol se movimentou e deu opções na frente, mas a pontaria deixou a desejar. O artilheiro do Flamengo teve três chances concretas de marcar, mas passou em branco.

Brasil melhora na etapa final e vence

A Seleção encontrou dificuldade para criar. A primeira chance concreta só apareceu aos 22 minutos. Richarlison lançou Gabigol, que parou no goleiro Domínguez. O Brasil voltou a explorar o lado direito e chegou a balançar a rede, com Gabigol, mas o gol foi corretamente anulado por impedimento, aos 41. Ainda deu tempo de Neymar arriscar de fora e testar o goleiro equatoriano, que espalmou.

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Casemiro Seleção Brasileira
Tite, Brasil

A Seleção decepcionou no primeiro tempo. Faltou criatividade. Neymar ficou sobrecarregado e recuou para armar o jogo, mas pouco pôde produzir. Paquetá não ajudou como deveria. Defensivamente, a atuação foi segura. O Equador pouco ameaçou.

Paquetá Seleção Brasileira Paquetá leva a Seleção ao ataque | Foto: CBF / Divulgação

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O segundo tempo começou com mesmo roteiro, com o Brasil com dificuldade de criar. Aos 16, Tite fez a primeira mudança. Ele colocou Gabriel Jesus no lugar de Fred. Paquetá, então, foi recuado para ser volante.

O Brasil abriu o placar três minutos depois. Paquetá apertou a saída de bola, Neymar recuperou a posse e tocou para Richarlison. Ele chutou e fez 1 a 0. Gabriel Jesus quase ampliou, mas viu o goleiro equatoriano salvar.

O atacante do Manchester City entrou bem no jogo e deixou Gabigol cara a cara com Domínguez, mas o chute do artilheiro do Flamengo parou no pé direito do goleiro rival. Gabigol desperdiçou outra chance. Em contra-ataque, Richarlison recebeu de Neymar, driblou o goleiro e cruzou, mas a cabeçada dele foi para fora. Firmino entrou no lugar dele na sequência.

Gabigol Seleção Brasileira Gabigol para em Domínguez | Foto: Conmebol / Divulgação

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O Brasil continuou superior. Após bate e rebate na área, Gabriel Jesus foi derrubado na área. O VAR recomendou a revisão do lance. O árbitro deu pênalti. Neymar cobrou, mas perdeu. Domínguez pegou. Porém, ele se adiantou. O VAR mandou repetir. Neymar desta vez.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2X0 EQUADOR

Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data: 04/06/2021
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Alexis Herrera (VEN)
Assistentes: Carlos López (VEN) e Jorge Urrego (VEN)
VAR: Christian Garay (CHI)
Cartão amarelo: Angelo Preciado, Valencia, Ayrton Preciado e Domínguez (Equador) e Fred e Militão (Brasil)
Cartão vermelho:
Gol:
Brasil: Richarlison, aos 19′ do 2ºT, e Neymar, aos 48′ do 2ºT
Equador:

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BRASIL: Alisson; Danilo, Militão, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro, Fred (Gabriel Jesus) e Lucas Paquetá; Richarlison (Fabinho), Neymar e Gabigol (Firmino). Técnico: Tite.

EQUADOR: Domínguez; Angelo Preciado, Arboleda, Arreaga e Estupiñán; Gruezo, Franco, Jhegson Méndez (Michael Estrada) e Mena (Cazares); Ayrton Preciado (Martínez) e Valencia (Caicedo). Técnico: Gustavo Alfaro.

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