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O Internacional sacramentou o retorno à elite do futebol brasileiro. O Colorado passou pelo castigo da Série B e garantiu o acesso com duas rodadas de antecedência, após o empate sem gols com o Oeste, nesta terça-feira. Quais lições o Inter aprendeu? O dever foi cumprido, mas as dúvidas e os questionamentos continuam no Beira-Rio.

Pottker foi um dos principais nomes do Internacional na Série B | Foto: Ricardo Duarte / Internacional

A queda é sempre traumática, sobretudo para um time que teve o dissabor do rebaixamento pela primeira vez. É um duro castigo. O Colorado cumpriu a pena, mas e o futuro? O Internacional retorna à Série A fortalecido? A dois jogos para o fim da temporada e do martírio da Série B, o momento do Inter é de reflexão.

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A temporada foi complicada e marcada por altos e baixos, sob muita pressão. Pela grandeza do Inter, a expectativa era a de que o time sobrasse na Série B, do início ao fim, mas não foi o que aconteceu. O Internacional chegou a ficar fora do G-4 em alguns momentos. Considerado favorito ao título, está a quatro pontos do líder América-MG.

“Um ano difícil. Sofremos muito, mais do que deveríamos. Era mais do que nossa obrigação o acesso”, declarou o goleiro Danilo Fernandes.

Altos e baixos do Internacional

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O desabafo sincero de Danilo Fernandes resume o ano do Internacional. O sofrimento foi maior do que o esperado. Na reformulação do time, um baque logo no começo: o vice-campeonato gaúcho após seis títulos consecutivos. O Colorado perdeu a final do Estadual para o Novo Hamburgo nos pênaltis.

O técnico Zago não durou muito. Em maio, após a derrota para o Paysandu pela terceira rodada da Série B, ele foi demitido – comandou o time em 30 jogos, com 14 vitórias, dez empates e seis derrotas, num aproveitamento de 57,7%. O treinador se despediu do Beira-Rio com uma conquista, a da Recopa Gaúcha.

O substituto foi Guto Ferreira. O Inter demorou a emplacar e figurou fora do G-4. Porém, arrancou e assumiu a liderança da Série B. Paz? Não por muito tempo. O time voltou a oscilar. O técnico não resistiu à série de quatro jogos sem vencer e foi demitido no sábado, após 33 jogos, com 17 vitórias, nove empates e sete derrotas, num aproveitamento de 60%.

Primeiro problema a resolver

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O auxiliar Odair Hellmann, na condição de interino, comandou o Internacional contra o Oeste. A primeira questão a ser resolvida agora com o acesso garantido é justamente quem será o técnico do Colorado. O rodízio tem sido grande – foram quatro treinadores no rebaixamento do ano passado (Argel, Falcão, Celso Roth e Lisca) – e mais dois nesta temporada.

Odair Hellmann comandou o Internacional no jogo do acesso | Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Reformulação do Internacional

O Internacional se reformulou, mas demorou a fechar o elenco. O argentino D’Alessandro retornou ao Beira-Rio para reconduzir o time à elite. Outros nomes chegaram com a temporada em andamento, como Pottker e Edenílson. Já Leandro Damião e Camilo se juntaram à equipe no decorrer da Série B. Esta montagem “parcelada” do grupo atrapalhou entrosamento. E 2018? O Internacional vai apostar no time que subiu?

Reconquistar a torcida

Os torcedores colorados abraçaram o time – o Internacional é dono da melhor média de público da Série B, com mais de 23 mil pagantes por jogo. Porém, a equipe precisa reconquistar a torcida. A relação ficou estremecida, com episódios de violência e quebra quebra no Beira-Rio. E também teve o caso em que D’Alessandro deu bronca nas arquibancadas por não concordar com vaias ao time.

Torcida do Internacional abraçou o time, mas também cobrou | Foto: Ricardo Duarte / Internacional