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Rogério Ceni tem mostrado uma característica nestes 12 jogos à frente do Flamengo. O treinador tem recorrido a improvisações na maioria das partidas, seja na tentativa de buscar o resultado ou por opção técnica/tática mesmo. Até aqui, Ceni improvisou em oito jogos. Ou seja, 66% das partidas que comandou o clube rubro-negro.

Ceni Flamengo Trabalho de Ceni é questionado | Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Uma improvisação tem sido recorrente: Willian Arão na zaga. Ceni deslocou o volante para a defesa em sete oportunidades. Arão, lesionado, ficou fora de dois jogos sob o comando do técnico, o que significa dizer que em 70% das partidas que atuou na “era Ceni”, em algum momento, ele foi para a zaga.

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Ceni já optou por Arão na zaga para preencher a lacuna depois de uma expulsão de um defensor e para lançar o time ao ataque. Neste caso, o expediente tem sido repetido. Ele tira um zagueiro, desloca Arão e põe uma peça ofensiva. Aconteceu no último jogo, na derrota para o Ceará.

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A outra posição que Ceni tem feito improvisações é na lateral direita. Ele optou por Renê no setor contra o Racing, no primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores, e colocou outros três atletas de diferentes funções por ali, inclusive Arão. Contra o Ceará, Vitinho entrou na posição.

As improvisações de Ceni no Flamengo

Flamengo 1×1 Atlético-GO

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No segundo jogo à frente do Flamengo, Ceni tirou Léo Pereira, aos 21 minutos do segundo tempo, e colocou Arrascaeta. Arão foi para a zaga. Naquele momento, o jogo contra o Atlético-GO estava 1 a 1, no Maracanã, placar que permaneceu até o fim.

São Paulo 3×0 Flamengo

Em outra tentativa de buscar o resultado, Ceni tirou Thuler, aos 20 minutos do segundo tempo, e colocou Pepê. Arão foi para a zaga. O Flamengo já perdia por 2 a 0. O placar terminou 3 a 0 para o São Paulo. O Fla foi eliminado da Copa do Brasil.

Racing 1×1 Flamengo

Ceni optou por uma improvisão logo de cara. Isla sentiu no aquecimento e deu lugar a Renê. Matheuzinho, lateral-direito, ficou no banco. No decorrer do jogo, mais improvisações. Thuler foi expulso aos 37 minutos do segundo tempo. Arão foi para a zaga. Quatro minutos depois, o técnico reforçou o meio de campo com João Gomes e Diego, tirando Éverton Ribeiro e Arrascaeta. Por fim, já nos acréscimos, aos 49, ele tirou Renê e colocou Gustavo Henrique. Willian Arão fechou o duelo na lateral direita.

Flamengo 1×1 Racing

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O Rubro-Negro novamente teve um zagueiro expulso. Desta vez, Rodrigo Caio, aos 18 minutos do segundo tempo. Ceni colocou João Gomes no lugar de Arrascaeta e recuou Willian Arão para a zaga. O Fla tomou gol no lance seguinte à expulsão. O Flamengo chegou ao empate nos acréscimos, gol de Arão, mas caiu nos pênaltis na Libertadores.

Botafogo 0x1 Flamengo

Gustavo Henrique foi expulso aos 44 minutos do segundo tempo. Ceni já havia feito três substituições, usando três paradas. Coube a Arão ocupar a posição até o fim da vitória no clássico no Nilton Santos.

Flamengo 4×3 Bahia

Na virada sobre o Bahia, no Maracanã, Ceni tirou Isla aos 40 minutos do segundo tempo e colocou Vitinho. O volante João Gomes ocupou a lateral por quatro minutos, até ser substituído por Matheuzinho, lateral de origem.

Flamengo 1×2 Fluminense

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No Fla-Flu, quando o placar apontava 1 a 1, Ceni tirou Natan, aos 25 minutos do segundo tempo, e colocou Diego. Arão foi para a zaga. O Flamengo perdeu o clássico por 2 a 1.

Flamengo 0x2 Ceará

No intervalo, quando já perdia por 1 a 0, Ceni tirou Gustavo Henrique e colocou Diego. Arão foi para a zaga. Aos 32 minutos do segundo tempo, Vitinho entrou no lugar de Isla e ocupou a lateral direita.