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Leandrinho repete outras joias e deixa o Botafogo na Justiça

Leandrinho não vem rendendo no Botafogo (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

O meia Leandrinho não é mais jogador do Botafogo. O apoiador conseguiu na Justiça a sua liberação alegando quebra unilateral de contrato. Esse direito pode ser conseguido pelo jogador quando o clube deixa de efetuar os pagamentos por mais de três meses. Assim ele repete a estratégia usada por outras joias no passado. Casos do volante Gabriel e do meia Daniel por exemplo. Este último morreu assassinado quando era atleta do São Paulo.

Leandrinho está livre para assinar com outro clube (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

Leandrinho tinha ingressado na Justiça no mês passado. Ele alega que o Botafogo não lhe pagou os salários de março, abril, maio e junho. Além disso reclama a falta de pagamento de parcelas do FGTS e também das férias.

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Nesta quarta-feira a Justiça concedeu um pedido de liminar impetrado pelos advogados de Leandrinho. O objetivo é que o jogador possa acertar com outro clube sem o aval do Botafogo até que seja julgado o mérito da questão. Nesses casos o juízes em um primeiro momento pensam no sentido de não prejudicar a sequência da carreira do jogador. Entretanto isso acaba sempre gerando uma insegurança jurídica para os clubes interessados no futebol do atleta. O temor de firmar um contrato que pode ser rescindido a qualquer momento.

Leandrinho não vingou no Botafogo

Agora o Botafogo terá os julgamentos para tentar mostrar que os pagamentos não estavam em atraso. A estratégia da diretoria será usar os efeitos da pandemia do Coronavírus na vida financeira do clube.

Leandrinho foi revelado nas categorias de base do Botafogo, mas não vinha conseguindo se firmar. No ano passado foi cedido ao Sport e em Pernambuco viveu seu melhor momento. Foi titular na maioria dos jogos da Série B do Campeonato Brasileiro. Além disso foi importante na conquista do acesso para a elite do futebol nacional. Retornou em janeiro cercado de expectativa, mas o desempenho nos treinos vinha sendo ruim. Membro do conselho gestor e ex-presidente do clube, Carlos Augusto Montenegro, chegou a dizer que a vida pessoal vinha atrapalhando o atleta no Rio de Janeiro. Ele estava fora dos planos da comissão técnica. Assim a Justiça definirá os próximos passos dessa novela.

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