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O Vasco se posicionou sobre uma decisão judicial que pode complicar o futuro do clube. O juiz Fernando Reis de Abreu, gestor de centralização do Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região (TRT-1), determinou execução de todas as dívidas trabalhistas do Gigante da Colina. O Vasco, então, teria de pagar quase R$ 94 milhões de uma vez.

A diretoria vascaína reagiu nesta quarta-feira e emitiu uma nota de esclarecimento. Além de informar que recorrerá da decisão, o clube protestou pelo que chamou de “dois pesos e duas medidas”.

Vasco Jorge Salgado tenta arrumar a casa no Vasco (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

“A surpreendente decisão do juiz gestor da CAEX, Dr. Fernando Reis de Abreu, inviabiliza completamente o funcionamento do Vasco e o cumprimento de suas obrigações mais básicas, além de impor a liquidação de ativos operacionais do clube. Na prática, a decisão, de forma absolutamente açodada, pretende decretar o encerramento das atividades de um clube que tem a 5ª maior torcida do país e que dispõe de todas as condições necessárias para reverter o atual estado de crise econômico-financeira, como vem demonstrando no presente exercício social”, afirmou a nota.

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Em outro trecho da nota, o Vasco critica a falta de critério do magistrado:

“Chama atenção, ainda, o fato de o juiz gestor da CAEX ter usado dois pesos e duas medidas em casos semelhantes, pois, em caso envolvendo outro clube que enfrenta os mesmos problemas que o Vasco, ele não apenas não determinou o regime especial de execução forçada, como ainda cancelou uma penhora de mais de R$ 20 milhões que inviabilizaria aquele clube.”

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O clube encerra confirmando que recorrerá da decisão:

“O Vasco informa que vai recorrer da decisão e confia que ela será suspensa e reformada em breve. Se necessário, o clube se utilizará de todos os instrumentos jurídicos disponíveis para assegurar a continuação de suas atividades e o cumprimento de suas obrigações com empregados e fornecedores.”

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