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Ex-funcionário do departamento Histórico do Vasco, Ricardo Pinto dos Santos provocou revolta entre os torcedores do clube. Em um texto publicado no site “ludopedio.org.br”, ele questionou a luta do Gigante da Colina contra o racismo.

Com o artigo intitulado “Pretos, não te enganes, no esporte nenhum branco lutou por ti”, Ricardo Pinto dos Santos coloca o Vasco no mesmo plano com os demais grandes clubes do Rio de Janeiro.

Texto Vasco Texto repercutiu mal entre os torcedores do Vasco | Foto: Reprodução site ‘ludopedio.org.br’

“De início, é importante destacar que nenhum dos reconhecidos grandes clubes no Brasil, e em especial no Rio de Janeiro, lutou contra o racismo no futebol. Ou seja, por mais que ações individuais ou de clubes tenham gerado alguma tensão no cenário esportivo, nenhuma delas pode, a meu ver, ser considerada parte de uma luta sistemática contra o racismo levada a cabo por qualquer que seja o agente/grupo,” escreveu.

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Doutor em História Comparada pela UFRJ, Ricardo Pinto dos Santos provocou ainda mais indignação nos vascaínos por citar o jornalista Mário Filho. O personagem da crônica carioca que deu nome ao estádio do Maracanã era conhecido flamenguista fanático e que não gostava do Vasco.

“O Vasco não fazia pretos: para o preto entrar no Vasco tinha de ser já bom jogador. Entre um branco e um preto, os dois jogando a mesma coisa, O Vasco ficava com o branco,” escreveu Mário Filho no livro “O Negro no Futebol Brasileiro,” de 1947.

Em resposta ao artigo, o Grupo Fuzarca repudiou o artigo com palavras duras e críticas ao autor.

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“Primeiro, sorte sua viver em tempos nos quais quem lacra, lucra; sorte sua viver em tempos em que a academia em decadência ainda tem voz, nos pombais das lives isolacionistas; sorte sua ainda viver na era em que a mentira é a verdade das agências de checagem compostas por jornalistas (ou “especialistas” acadêmicos?) panfletários, sob a ideologia que for, mas invariavelmente aquela chegada a destruir a História.”

A imagem de um Vasco que sempre lutou contra o racismo e as desigualdades faz parte da identidade do clube desde sempre. Ao atacar essa ideia, não é surpresa que o autor se veria como alvo da revolta dos vascaínos.”

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