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A torcida do Vasco sofreu na temporada. O martírio de passar pela Série B mais uma vez, sabia-se, seria pesado. Entretanto, não se imaginava que seria tanto. E que o “castigo” seria continuar na Segundona em 2022. O Gigante da Colina viveu um pesadelo, que os torcedores esperam que acabe em 2022, com vaga para Série A.

– Realmente esse ano foi um desastre para o futebol do Vasco. Talvez tenha sido o pior ano da história do Vasco, no ponto de vista do futebol – declarou o presidente Jorge Salgado, após o último compromisso do time na temporada.

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“Desastre” é um bom resumo para o ano do Vasco, até porque o rebaixamento foi em fevereiro, em função do calendário alterado. Ou seja, o Gigante da Colina caiu e não subiu no mesmo ano. Entretanto, a retrospectiva é da temporada 2021.

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Morato Vasco

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O Vasco apostou em Marcelo Cabo no início da temporada, um técnico com experiência na Série B e que conquistou o torneio em 2016. O Gigante da Colina manteve nomes da temporada anterior, como Leandro Castán, Léo Matos, Cano, entre outros, e contratou reforços como Vanderlei, Rômulo, Marquinhos Gabriel e Morato, entre outros.

Marcelo Cabo Vasco Marcelo Cabo ficou no Vasco até julho (Foto: Vitor Brugger/Vasco)

Em reconstrução, o Gigante da Colina patinou no Carioca. Entretanto, foi no Estadual um dos poucos motivos de alegria da temporada. O Vasco venceu o Flamengo, em abril, por 3 a 1, e interrompeu uma sequência de 17 jogos sem superar o rival, que amargava desde 2016. Léo Matos, Cano e Morato marcaram para o time. Foi o principal momento do Vasco na temporada.

Vasco sofre no Carioca

O Gigante da Colina não conseguiu se classificar para a semifinal do Campeonato Carioca. Restou jogar a Taça Rio, uma espécie de torneio de consolação. O Vasco superou o Botafogo na final, nos pênaltis. Na ocasião, foi visto como um ânimo para a Série B que estava para começar. Contudo, o clube carioca largou no torneio perdendo por 2 a 0 para o Operário, em São Januário.

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Naquela altura, Marcelo Cabo já convivia com questionamentos. Na Copa do Brasil, o Vasco avançou na primeira fase com empate com a Caldense e depois bateu o Tombense. A terceira fase reservou duelo estadual com Boavista. Com uma vitória e um empate, o Gigante da Colina avançou. Entretanto, Cabo não comandaria o time nas oitavas de final.

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Com um começo irregular na Série B e sem conseguir colocar o time no G-4, Marcelo Cabo não resistiu ao empate com Náutico, em São Januário, pela 12ª rodada. Ele se despediu com o Vasco na oitava colocação, a dois pontos do quarto colocado.

A era Lisca

O Vasco, então, recorreu a Lisca. O técnico estreou em grande estilo: goleada sobre o Guarani, em São Januário: 4 a 1. Houve uma identificação imediata, com carta do clube para o treinador. Entretanto, o casamento não deu muito certo.

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O Gigante da Colina caiu na Copa do Brasil para o São Paulo, com duas derrotas. Entre os jogos contra o clube paulista, derrota para o rival Botafogo, pela Série B. O Vasco reagiu e emplacou duas vitórias seguidas na Segundona. Entretanto, perdeu três jogos seguidos na sequência.

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A vitória sobre a Ponte Preta serenou os ânimos, mas o Vasco tropeçou, em casa, para o Brasil de Pelotas. Na sequência, derrota para o Avaí, em Florianópolis. O técnico, então, pediu para sair, em setembro, após apenas 12 jogos (foram quatro vitórias, um empate e sete derrotas).

Lisca Vasco Lisca não ficou muito tempo no Vasco | Foto: Vitor Brügger / Vasco / Divulgação

Diniz começa bem, mas…

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Lisca deixou o Vasco na nona colocação da Série B, a seis pontos do G-4. O Gigante da Colina, então, recorreu a Fernando Diniz. Ele assumiu o time na 24ª rodada. De cara, dois empates. Depois, foram três vitórias seguidas. O clube carioca recuperou o ânimo, embalado também pelo retorno de Nenê. A torcida abraçou ainda mais o time. Nas redes sociais, o lema “sobe” ganhou projeção.

Nenê renovou a confiança do time (Foto: Carlos Gregório Jr/ Vasco)

Nem mesmo a derrota para o Sampaio Corrêa, com requintes de crueldade, abalou o otimismo. Na ocasião, o Vasco, com um jogador a mais, não conseguiu evitar a derrota. E ainda perdeu pênalti praticamente no último lance, com Nenê.

A vitória sobre o então líder Coritiba, em São Januário, na rodada seguinte, fez o Vasco acreditar ainda mais. Entretanto, o que se tornaria o primeiro passo da derrocada logo chegou. Pela 31ª rodada, o clube carioca abriu 2 a 0 sobre o Náutico, nos Aflitos, mas amargou o empate. Foi um duro golpe.

Gigante da Colina naufraga na Série B

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Depois dali, o Vasco não ganhou mais. A derrota para o CSA deixou o time em situação ainda mais complicada. E teve espaço para mais doses de requintes de crueldade. Contra o Guarani, pela 33ª rodada, o Gigante da Colina perdeu pênalti, com Cano, aos 43 minutos do segundo tempo. O jogo estava 0 a 0. Para piorar, no minuto seguinte, o Bugre fez o gol da vitória, no Brinco de Ouro.

Fernando Diniz Vasco Diniz não conseguiu levar o Vasco ao acesso | Foto: Rafael Ribeiro / Vasco / Divulgação

Faltava a o golpe final. E foi pesado. Pela 34ª rodada, o Vasco levou de 4 a 0 do Botafogo, em São Januário. Ali, o time entregou os pontos e reconheceu que não subiria. Diniz ainda continuou mais um jogo – perdeu para o Vitória, na Colina, por 3 a 0.

O Vasco, então, antecipou a reformulação no futebol. Além de Diniz, o clube também desligou Alexandre Pássaro, executivo. O Gigante da Colina se despediu da temporada com oito jogos sem vencer.

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O técnico e o diretor apenas puxaram a fila de despedidas. O Vasco já se despediu de nomes como Germán Cano, Morato, Zeca, Ernando, entre outros.

Perspectivas do Vasco para 2022

O Vasco ainda vive o processo de reformulação. O planejamento avança a passos lentos. O Gigante da Colina definiu Zé Ricardo como novo técnico e Carlos Brazil para o posto de gerente. A diretoria continua à procura de coordenador (o nome mais cotado é Fernando Prass) e CEO.

Zé Ricardo volta ao Vasco | Foto: Carlos Gregório / Vasco.com.br / Divulgação

Por enquanto, as movimentações do elenco são apenas de saída. O Gigante da Colina ainda precisa definir a situação de alguns nomes do grupo de 2021, como Léo Matos e Leandro Castán, que têm vínculo até 2022, e Marquinhos Gabriel, em fim de vínculo, mas nos planos do time.

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A torcida anda preocupada. A Série B de 2022 se desenha novamente encardida. Grêmio, Bahia, Chapecoense e Sport caíram e devem ser concorrentes diretos, assim como o Cruzeiro, que vem se reforçando e mostra que, em questão de montagem do elenco, estar à frente dos cariocas. Isso sem falar em Guarani, Ponte Preta, Criciúma…

A “missão Série A” vai ser o principal objetivo do clube em 2022. A diretoria sabe que não pode errar mais no futebol e que precisa acelerar o planejamento para a próxima temporada.

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