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O Vasco da Gama anunciou nesta quinta-feira uma parceria inédita no futebol brasileiro. O Cruzmaltino e o Mercado Bitcoin, que é uma plataforma de comercialização de moedas digitais, ou criptomoedas, se juntaram para oferecer a possibilidade de investimentos em jogadores que saíram da base do clube.

Reprodução VascoTV

O Vasco negocia seus atletas da base, mas detém um interesse futuro nesses jogadores através do mecanismo de solidariedade. Então, o Vasco receberá um percentual nas negociações futuras do atleta.

Através da emissão de “tokens”, ou títulos digitais, o investidor poderá participar dos lucros a que o Vasco terá direito. Num primeiro momento, a parceria será restrita a parte do mecanismo de solidariedade de 12 jogadores formados no Vasco e que deixaram o clube.

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– Hoje é um dia muito feliz para nós dessa gestão, e para todo vascaíno. Porque hoje nós estamos mais uma vez na vanguarda, mais uma vez inovando e trazendo recursos novos para o Vasco da Gama. Essa parceria é uma construção que levou muito tempo. A gente vem pensando desde 2018, mas que foi intensificado agora em 2020. Com a MDBA e a parceria com a KPMG, nós conseguimos então colocar de pé essa operação – afirmou o presidente Alexandre Campello à Vasco TV.

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Parceria rende 10 milhões ao Vasco

O Mercado Bitcoin está investindo 10 milhões de Reais e terá sua marca exibida na barra traseira e inferior da camisa do Vasco.

– Nesse primeiro momento, há um aporte de R$ 10 milhões onde o Mercado Bitcoin faz esse investimento, e 75% fica com o Vasco. Isso é uma demonstração da segurança que esses especialistas têm na operação que está sendo montada.  – revelou Campello.

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– O Vasco pode ficar com parte e pode colocar todos os tokens à venda. Mas ele tem uma obrigação de manter uma parcela desses tokens, que dá uma segurança maior para o mercado. À medida que esses recursos forem ingressando, o clube poderá utilizar da maneira que bem entender – completou.

Além disso, Campello afirmou que o pagamento de dívidas, inclusive salários, terão prioridade na utilização desses recursos.

– Temos o compromisso de usar no pagamento de dívidas. Já nesses R$ 10 milhões, uma parte será destinada ao pool de credores e uma outra parte que o clube tem para o pagamento desses acordos. E o restante a gente usa como bem entender, possivelmente para pagamento de salários e na manutenção propriamente dita – afirmou Campello.