A tensão que ocorre atualmente por conta da guerra entre Israel e Hamas pode respingar no futebol italiano. Segundo informações do jornal “Gazzetta dello Sport”, Napoli, atual campeão italiano, e Fiorentina pretendem boicotar a disputa da Supercopa da Itália, que vai ocorrer na Arábia Saudita.

Israel e Hamas: Aurelio De Laurentiis quer na Itália torneio que seria no Oriente Médio | Foto: Marco Luzzani/Getty Images
Além dos dois clubes, Inter de Milão e Lazio também disputarão a competição, que está prevista para ocorrer entre os dias 21 e 25 de janeiro na cidade árabe de Jidá.
Mesmo que Israel não esteja diretamente ligado aos jogos da Supercopa da Itália, a preocupação é que o conflito na região se alastre e atinja outras áreas do Oriente Médio.
“Vocês viram o que está acontecendo em Israel? Pode haver um bloqueio aéreo sobre essas regiões”, lembrou Aurelio De Laurentiis, presidente do Napoli, para a agência de notícias ANSA. O mandatário sugeriu que o torneio seguisse em solo italiano.
“Como você pode pensar em colocar 120 jogadores, que valem o que valem, em um avião? Tudo isso para ganhar mais alguns milhões? Vamos fazer isso no Estádio Olímpico (de Roma)”, acrescentou.

Fiorentina é uma das equipes que irá disputar a Supercopa (Photo by Richard Heathcote/Getty Images)
Como existe um acordo entre o país árabe e a Federação Italiana de Futebol, as palavras de De Laurentiis não devem ganhar eco nos bastidores do Calcio. Caso Napoli e Fiorentina resolvam se ausentar da disputa, podem sofrer sanções e até perder pontos no Campeonato Italiano.
A Federação já está de olho em possíveis substitutos. Milan e Atalanta, por terem sidos os mais bem colocados na temporada passada, tirando os já qualificados, são as principais opções.
Esta não será a primeira vez que a Supercopa da Itália terá a Arábia Saudita como sede. O país já recebeu as edições 2018, 2019 e 2023. A edição 2024 será a primeira com quatro equipes na disputa.
Israel e Hamas: guerra interfere na bola
O conflito atual envolvendo Israel e Hamas se intensificou no último sábado, quando o grupo islâmico invadiu o país com uma série de ataques, sendo comparado como um dos dias mais trágicos para os judeus.
Desde os ataques, mais de duas mil pessoas foram mortas e fez com que Israel intensificasse as ações na região de Gaza com ataques aéreos. O conflito já matou dois cidadãos brasileiros, como informou o Itamaraty.