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Futebol e medicina tem tudo a ver. Pode perguntar a alguns jogadores que marcaram época e decidiram virar médico. Teve até craque que cursou medicina enquanto ainda dava os seus chutes nos gramados. Mas é justamente o médico o tema do MQJ Memória de hoje. Isso porque nesta segunda-feira se comemora o dia do médico.

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Não dá para se falar em médico no esporte sem lembrar de Afonsinho. O craque do Botafogo ficou conhecido por protagonizar a luta pelo passe livre. Virou símbolo de liberdade e democracia e hoje é colunista em uma revista de grande circulação. Entretanto poucos sabem que ele se formou em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da UERJ. E isso aconteceu quando ainda atuava como jogador de futebol.

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Quem pensa que ele foi o único se ilude. Isso porque Tostão, campeão mundial em 1970 com a Seleção Brasileira, mostrou que é bom em tudo o que faz. Após abandonar a carreira de maneira precoce, por conta de um problema nos olhos, ele decidiu que cuidaria justamente da saúde.

Tostão abandonou cedo a carreira (Foto: Arquivo pessoal)

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Em 1975, pouco depois de deixar os gramados, prestou vestibular. Anos depois se formou em Medicina, com especialidade em Clínicas Gerais, pela Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG. Exerceu pouco a profissão, virando depois colunista. Mas o doutor Eduardo, como era chamado, tem história para contar.

Nos anos 80 o futebol de São Paulo tinha um ídolo. Sócrates, que liderou a democracia corintiana, também optou pela carreira médica. Um jogador que tinha um cérebro privilegiado e muito politizado.

– A Medicina é uma das formas que as pessoas têm de ajudar os outros. Trata-se de uma vocação muito bonito – dizia ele.

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Sócrates foi um exemplo de jogador e depois usou a Medicina no sentido de orientar principalmente os mais pobres. E tinha respaldo para isso. Se formou em um dos cursos mais respeitados do Brasil, o da Universidade de São Paulo (USP).

Médicos se destacaram em outras funções no futebol

Roberto Horcades ganhou tudo no Fluminense (Foto: Arquivo JS)

Mas não é só dentro das quatro linhas que esses profissionais de ouro ajudaram o futebol. Como não lembrar do doutor Osmar de Oliveira, comentarista esportivo dos mais brilhantes. Torcedor do Corinthians, sempre foi conhecido pela firmeza nas opiniões.

Dirigentes também foram médicos. Marco Aurélio Cunha por exemplo atuou como diretor de futebol. Fez um trabalho brilhante em 1989 no Bragantino, campeão paulista. O elenco que ele formou projetou o time, então dirigido por Vanderlei Luxemburgo, para o Brasil. Além disso fez um trabalho brilhante no São Paulo que conquistou o título do Mundial de Clubes da Fifa de 2005.

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Ex-presidente do Fluminense, Roberto Horcades levou o Tricolor a ser campeão brasileiro. Mas era um craque também como cardiologista. Tanto que era o médico que cuidava do coração de boa parte das personalidades do esporte.

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Médicos enfrentaram polêmicas

Lídio Toledo teve atuação polêmica em 1998 (Foto: CBF)

Alguns médicos que atuaram no esporte também acabaram sendo vítimas de polêmicas. Quem não lembra de Lídio Toledo, sendo responsabilizado de maneira errada pela convulsão que prejudicou Ronaldo Fenômeno antes da final da Copa do Mundo de 1998.

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Na época o médico chegou a ser satirizado em programas de comédia como o “Casseta e Planeta”.

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– Não sou médico. Sou ortopedista – dizia o personagem.

Recentemente o Vasco teve na presidência Alexandre Campello, que é médico e seguia atuando na sua atividade mesmo como dirigente. Tanto que viralizou na internet um vídeo dele sendo cobrado em uma sala de cirurgias por conta do mau desempenho do time. Assim dá para ver que a vida de médico no futebol não é tão fácil assim.

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