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Os técnicos do Brasil em todas as Copas do Mundo. Você lembra quais foram? A lista é muito grande e conta de nomes consagrados a outros que simplesmente caíram no esquecimento.

Nomes como Carlos Alberto Parreira e Vicente Feola tiveram o mérito de conduzir o time canarinho por mais de um edição. Zagallo também conseguiu tal feito. Assim como Luiz Felipe Scolari. Este, porém, foi do luxo ao lixo. Ou melhor, do penta aos 7 a 1.

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O MQJ então decidiu relembrar os nomes que conduziram o futebol brasileiro em Copas do Mundo:

1930 – Píndaro do Carvalho

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Entrou para a história como o primeiro treinador do Brasil em um Mundial. Conduziu o grupo também na primeira vitória, 4 a 0 sobre a Bolívia. Porém, a Seleção Brasileira já estava eliminada após perder de 2 a 1 para a Iugoslávia na estreia. Foi ex-jogador e era tido como um modelo de atleta.

1934 – Luís Vinhais

O ex-jogador do São Cristóvão dirigiu o Brasil em 1934. Porém, não conseguiu acalmar os ânimos por conta da disputa política entre cariocas e paulistas. Vinhais foi árbitro de futebol e criou o Conselho de Árbitros de Futebol. O Brasil foi eliminado na primeira fase.

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1938 – Ademar Pimenta

Tido como estrategista, Ademar Pimenta foi o comandante da primeira grande campanha brasileira. A Seleção ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo e ele teve seu trabalho reconhecido na época.

1950 – Flávio Costa

Flávio Costa foi o técnico do Brasil em 1950 (Foto: Arquivo Fifa) Flávio Costa foi o técnico do Brasil em 1950 (Foto: Arquivo Fifa)

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Flávio Costa foi um dos mais respeitados treinadores do século passado e é até hoje o técnico que por mais vezes dirigiu o Flamengo: 784 jogos. Chegou ao Mundial de 1950 embalado pela conquista da Copa América no ano anterior. Porém, não soube lidar com o ego e com o favoritismo dos brasileiros e teve que suportar o vice.

1954 – Zezé Moreira

Zezé Moreira viu o Brasil fracassar na Copa do Mundo de 1954 por ter dado o azar de cruzar com a poderosa Hungria de Puskas. Era um treinador vitorioso no futebol carioca e é considerado o responsável por revelar Telê Santana para o futebol.

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1958 – Vicente Feola

Vicente Feola tinha fama de "dorminhoco" (Foto: Arquivo Fifa) Feola tinha fama de “dorminhoco” (Foto: Arquivo Fifa)

A fama de treinador sem pulso e que se deixava comandar pelos atletas marca Vicente Feola até hoje. Mas poucos teriam a sensibilidade que aquele homem teve para entender e dar voz a craques que pediam Pelé e Garrincha no time. Juntos ergueram a primeira taça da mundo para o Brasil.

1962 – Aimoré Moreira

Aimoré Moreira teve que conviver com a lesão de Pelé (Foto: Arquivo Fifa) Aimoré viu a lesão de Pelé (Foto: Arquivo Fifa)

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Com a base de 1958 nas mãos, Aimoré Moreira, irmão de Zezé Moreira, soube manter o trabalho de Feola. Seu grande mérito foi a escolha de Amarildo para substituir Pelé, que se machucou na estreia. O Possesso, centroavante do Botafogo, brilhou ao lado de Garrincha. A preleção empolgante do treinador era elogiada por todos os jogadores.

– Ele ganhou a Copa noi discurso – dizia Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol.

1966 – Vicente Feola

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Feola voltou a dirigir o Brasil em 1966. Porém, com uma geração chegando ao fim e outra sem estar formada viu uma das piores campanhas. O Brasil caiu na primeira fase.

1970 – Mário Jorge Lobo Zagallo

Brasil campeão da Copa do Mundo de 2018: a história garante (Foto: Arquivo Fifa) Brasil campeão da Copa de 1970. Zagallo montou o time do século (Foto: Arquivo Fifa)

Ponte-esquerda nas conquistas de 1958 r 1962, Zagallo foi chamado para dirigir o Brasil poucos meses antes da Copa, por conta da demissão de João Saldanha, que para muitos foi afastado do cargo por intervenção do Governo do Brasil. Zagallo decidiu escalar um time de camisas 10 e conseguiu colocar Rivelino, Tostão, Gérson, Pelé e Jairzinho como titulares. O que se viu foi aquela que é considerada a maior seleção de todos os tempos.

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1974 – Mário Jorge Lobo Zagallo

Zagallo foi mantido em 1974, mas caiu para a Holanda nas semifinais e perdeu a disputa do terceiro lugar para a Polônia. Naquela edição Zagallo foi acusado de ser arrogante em relação ao futebol holandês, pagando um preço caro por isso.

1978 – Cláudio Coutinho

De origem militar, Cláudio Coutinho era um estrategista. Ficou famoso pela frase: “Fomos os campeões morais”. Tinha um pouco de razão, pois a Seleção Brasileira foi eliminada sem perder nenhum jogo e muitos suspeitas de uma armação. O Peru teria vendido seu jogo para a anfitriã Argentina, que goleou por 6 a 0 eliminando os brasileiros.

1982 e 1986 – Telê Santana

Telê Santana armou Seleção com futebol vistoso (Foto: Divulgação Conmebol) Telê Santana armou Seleção com futebol vistoso (Foto: Divulgação Conmebol)

Assim como Zagallo, Telê Santana treinou o Brasil em duas Copas consecutivas e ficou marcado pelo futebol vistoso dos canarinhos, principalmente no Mundial de 1982, onde foi eliminado pela Itália. A maneira encantadora de jogar dos brasileiros é reverenciada até hoje, muito mais do que a campeã Itália.

Na Copa do Mundo de 1986 o Brasil foi eliminado nas quartas de final pela França, na disputa de pênaltis. Naquele jogo Zico despérdiçou um pênalti no tempo regulamentar.

1990 – Sebastião Lazaroni

Lazaroni fracassou em 1990 (Foto: Reprodução Youtube) Lazaroni fracassou em 1990 (Foto: Reprodução Youtube)

Conhecido pelos bons trabalhos no futebol carioca, Lazaroni chegou sob desconfiança para dirigir o Brasil em 1990. Decidiu utilizar o esquema com líbero e comandou um grupo cheio de problemas extra-campo. Caiu diante da Argentina nas oitavas, no famoso gol de Caniggia.

1994 – Carlos Alberto Parreira

Parreira foi o comandante do tetra (Foto: Arquivo Fifa) Parreira foi o comandante do tetra (Foto: Arquivo Fifa)

Um dos mais respeitados treinadores do país, de grande conhecimento tático, Parreira assumiu a Seleção Brasileira e enfrentou turbulências nas Eliminatórias. Porém, após decidiu convocar Romário, a quem vinha evitando por questões disciplinares, o treinador encontrou o modelo ideal e conduziu o Brasil ao tetra.

1998 – Mário Jorge Lobo Zagallo

Zagallo e Ronaldo em 1998 (Foto: Arquivo Fifa) Zagallo e Ronaldo em 1998 (Foto: Arquivo Fifa)

Auxiliar de Parreira em 1994, Zagallo voltou a dirigir a Seleção Brasileira. Primeiro, foi muito criticado por cortar Romário, que tinha se lesionado, mas prometia voltar nas quartas de final. O Brasil foi até a decisão, mas a crise de convulsão de Ronaldo mudou a história da final: França 3 a 0.

2002 – Luiz Felipe Scolari

Felipão montou a 'Família Scolari' (Foto: Arquivo Fifa) Felipão montou a ‘Família Scolari’ (Foto: Arquivo Fifa)

Após experiências problemáticas com Vanderlei Luxemburgo e Leão, a CBF apostou em Luiz Felipe Scolari. E a tática deu certo. Ele uniu o grupo de tal maneira, formando a “Família Scolari”. O Brasil seria penta com um show de bola em terras asiáticas. Ronaldo se redimiu e marcou os dois gols na vitória de 2 a 0 sobre a Alemanha na final.

2006 – Carlos Alberto Parreira

Parreira não deu certo como 'gestor de talentos' (Foto: Arquivo CBF) Parreira não deu certo como ‘gestor de talentos’ (Foto: Arquivo CBF)

Parreira voltou a ser chamado para dirigir a Seleção Brasileira, que tinha atacantes do porte de Kaká, Robinho, Ronaldo, Adriano e Ronaldinho Gaúcho. Parreira se dizia naquele Mundial um gestor de talentos. Ao esquecer da parte disciplinar e tática, viu um time sem alma sucumbir diante da França nas quartas de final: 1 a 0.

2010 – Dunga

Dunga teve bons números na Seleção (Foto: Arquivo Fifa) Dunga teve bons números na Seleção (Foto: Arquivo Fifa)

Dunga fez um grande trabalho pré-Copa. Desde que o sistema de pontos corridos foi adotado nunca o Brasil se classificou com tanta facilidade. Ganhou a Copa América e a Copa das Confederações. O Brasil não fez uma Copa ruim, mas erros de Júlio César e Felipe Mello foram decisivos na derrota de 2 a 1 para a Holanda nas quartas de final. O péssimo relacionamento de Dunga com a imprensa pesou para que fosse demitido logo depois do jogo.

2014 – Luiz Felipe Scolari

Alemanha 7 a 1: um jogo para ser esquecido (Arquivo Fifa) Os 7 a 1 também marcaram Felipão (Arquivo Fifa)

Após Mano Menezes fracassar e Muricy Ramalho recusar o convite, a CBF apostou em Felipão para dirigir a Seleção Brasileira. Parreira seria o coordenador. Caberia aos dois últimos campeões mundiais dirigir o Brasil dentro de casa e apagar o Fantasma de 1950. Porém, não foi bem, o que aconteceu. A lesão de Neymar foi apenas mais um ingrediente e o Brasil foiu humilhado pela Alemanha nas semifinais: 7 a 1.