Publicidade

A conta vai aumentando. O pedido de demissão de Nelsinho Baptista no Sport representa a sexta troca de técnico entre os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Ou seja, 30% dos times da elite do futebol já tiveram mudança no comando. Nelsinho foi o primeiro a pedir para sair, enquanto as outras cinco trocas foram opção dos clubes (demissão).

Nelsinho Baptista pediu demissão no Sport | Foto: Sport / Divulgação

Nelsinho Baptista comandou o Sport em 17 partidas, com sete vitórias, sete empates e três empates. O técnico amargou eliminação na segunda fase da Copa do Brasil, para o Ferroviário, e na semifinal do Campeonato Pernambucano, para o Central. O treinador disparou contra a diretoria (“Não consigo trabalhar com pessoas que enganam todo mundo”) e expôs problemas do clube, como crise financeira e atrasos salarias.

Leia também:

Publicidade

Você lembra os campeões nacionais na última Copa do Mundo?
Barbieri é o 17º técnico da história do Flamengo na Libertadores
Salários dos árbitros? Saiba quanto o mundo paga aos juízes
Começou bem? Veja média de gols da 1ª rodada do Brasileirão da era pontos corridos
Quais foram os campeões brasileiros em anos de Copa do Mundo

Antes de Nelsinho Baptista, a última troca de técnico havia sido a do Flamengo, que demitiu Paulo César Carpegiani após eliminação no Campeonato Carioca – derrota para o Botafogo na semifinal.

A dança das cadeiras da Série A

O Galo foi o primeiro time a trocar de técnico. Oswaldo de Oliveira foi demitido no dia 9 de fevereiro. Ele virou o ano no clube – foi contratado para brigar por vaga para a Libertadores, mas não conseguiu o objetivo. O Atlético começou 2018 sem convencer. Além disso, Oswaldo se envolveu em polêmica e discutiu com um jornalista. Thiago Larghi vem comandando o Galo, mas ainda na condição de interino.

Oswaldo foi o primeiro técnico da Série A a cair | Foto: Bruno Cantini / Atlético / Divulgação

Publicidade

O Botafogo trocou de técnico um dia depois do Galo. Felipe Conceição, que havia assumido o time para esta temporada, em substituição a Jair Ventura, foi demitido logo após a derrota para o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara. O Fogão já havia caído na primeira fase da Copa do Brasil. Alberto Valentim foi contratado.

Felipe Conceição não durou muito no Botafogo | Foto: Vítor Silva / SSPress / Botafogo

O mês de fevereiro derrubou outro técnico. O Paraná, de volta à Série A, demitiu Wagner Lopes após sete jogos, sendo uma vitória, três empates e três derrotas. Ele havia retornado ao clube em janeiro. Rogério Micale foi contratado pelo clube.

Wagner Lopes comandou o Paraná em sete jogos | Foto: Paraná / Divulgação

Dorival Júnior foi demitido do São Paulo em março. A campanha irregular no Campeonato Paulista, com derrotas também em clássicos, cobrou o preço. Ele deixou o Tricolor após 40 jogos, sendo 17 vitórias, 11 empates e 12 derrotas, com 51,6% de aproveitamento dos pontos disputados. Dorival foi contratado no ano passado com a missão de salvar o time do rebaixamento. Conseguiu, mas o desgaste era claro. O São Paulo escolheu Diego Aguirre como substituto.

Dorival não resistiu à derrota para o Palmeiras | Foto: Paulo Pinto / saopaulofc.net / Divulgação

Publicidade

A outra demissão de março – esta no dia 29 – foi a de Paulo César Carpegiani. A eliminação para o Botafogo cobrou o peso. O técnico comandou o Flamengo em 17 jogos, com 11 vitórias, três empates e três derrotas (aproveitamento de 70,5%). O Fla fez uma limpa no departamento de futebol. Além de Carpegiani, demitiu Rodrigo Caetano (então diretor-executivo), Mozer (gerente de futebol) e Jayme de Almeida (auxiliar). O Flamengo está perto de completar um mês sem a definição de quem é, efetivamente, o técnico do time. Maurício Barbieri é interino no cargo.

Carpegiani comandou o Flamengo em 17 jogos | Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação