A seleção da Itália segue em busca de um novo treinador para substituir Gennaro Gattuso. Afinal, Andrea Pirlo não será o novo comandante da Azzurra. Em publicação na manhã desta segunda-feira (27), o técnico informou ter sido avisado da decisão pela Federação Italiana de Futebol na noite do último domingo.

A mensagem postada por Pirlo foi divulgada acompanhada de um comunicado que ele já havia publicado em seu perfil no último domingo. Na ocasião, o ex-jogador rebateu as acusações de uma possível ligação com uma casa de apostas da Rússia. A única alteração foi a inclusão da confirmação de que ele não está mais na mira da seleção.
Pirlo foi o terceiro nome procurado pelo diretor Paolo Maldini e o consultor Leonardo. Anteriormente, eles tentaram abrir negociação com Carlo Ancelotti e buscaram a contratação de Pep Guardiola. Contudo, o treinador espanhol recusou a investida.
Entenda a situação
A contratação de Pirlo para comandar a Itália estava encaminhada, mas sofreu uma reviravolta. Afinal, ele tem relação comercial com uma casa de apostas russa, na qual ele se tornou garoto-propaganda.
A ligação do treinador com a empresa gerou críticas na Itália, principalmente entre os políticos, que consideram um erro ter alguém no comando da seleção cuja imagem está associada à Rússia.
A Itália posiciona-se contrariamente ao regime do presidente Vladimir Putin, devido à guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão russa ao país vizinho.
Atualmente, Andrea Pirlo comanda o United FC, dos Emirados Árabes Unidos, que tem como dono o russo Sergey Lomakin, empresário ligada à mesma casa de apostas. Assim, a situação fez a Federação Italiana reavaliar a contratação.
Leia o comunicado de Pirlo
“Por respeito às instituições, à Federação Italiana de Futebol e a todas as pessoas envolvidas, optei até agora por manter o silêncio. Mas, depois de saber na noite de ontem que deixei de ser candidato ao cargo de técnico da seleção italiana, considero meu dever esclarecer alguns pontos.
Nos últimos dias, acompanhei com grande tristeza o debate que surgiu em torno do meu nome e da possibilidade de assumir o comando da seleção italiana.
Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e agora como treinador, sempre exerci minha profissão em total respeito às leis dos países onde trabalhei e aos contratos que assinei. A parceria profissional que foi alvo das recentes polêmicas surgiu no contexto da minha trajetória de trabalho nos Emirados Árabes Unidos e tem natureza exclusivamente comercial e esportiva.
Atribuir a essa colaboração um significado político significa atribuir a mim convicções que jamais expressei e que não me representam.
Quero agradecer a Paolo Maldini e Leonardo pela estima e pela confiança que demonstraram em mim. Conheço a competência, a seriedade e o amor que ambos sempre dedicaram ao futebol italiano.
Lamento que uma decisão de caráter esportivo tenha sido rapidamente transformada em um debate público que acabou atribuindo à minha pessoa significados e intenções que não me pertencem.
Meu amor pela Itália não depende de um cargo. Ele faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a me acompanhar, para sempre.”
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