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Já imaginou o técnico de uma equipe que lidera com folga uma competição correr risco de demissão? Mas é exatamente isso que acontece com Tite na Seleção Brasileira. O Brasil lidera as Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022 com 28 pontos. Soma nove vitórias e um empate em dez jogos. Mas mesmo assim a corda no pescoço de Tite parece cada vez mais real. O MAIS QUE UM JOGO apurou junto a um membro da entidade que já se fala em nomes para substituí-lo.

Tite começou a cair em desgraça na CBF com as críticas que fez pela realização da Copa América de junho no Brasil. O clima seguiu pesado com o treinador criticando a organização do evento e o estado do gramado dos jogos. Além disso a derrota de 1 a 0 para a Argentina na grade decisão, no Maracanã, foi outro baque.

Tite Tite não vem agradando na Seleção Brasileira (Foto: Imago Images)

Mas até aquele momento era complicado tirar o treinador. Afinal de contas a equipe vinha jogando em bom nível.

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– Apesar de a Seleção jogar em bom nível o nome dele não era unanimidade. Tinha gente lembrando internamente que ele perdeu os dois jogos mais importantes à frente do Brasil, a partida contra a Bélgica na Copa do Mundo e a final contra a Argentina – disse a mesma fonte.

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O quadro de Tite continuou a se complicar com o mau desempenho nas duas últimas partidas das Eliminatórias. O Brasil sofreu para vencer a frágil Venezuela por 3 a 1 em Caracas e perdeu os cem por cento de aproveitamento com o empate sem gols com a Colômbia, também fora de casa.

– Há um sentimento que ele acabou perdendo uma base definida ao tentar fazer a Copa América de laboratório. Isso interrompeu o ciclo e ainda custou o título – disse a fonte.

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Tite não mostra preocupação com o fato de estar ameaçado. Mas sabe que isso está acontecendo. Entretanto prefere manter o foco apenas no próprio trabalho. Além disso não gosta de falar sobre o tema.

Substituto é o grande desafio da CBF para a saída de Tite

Xavi esteve cotado. Mas decidiu permanecer no Catar (Foto: Al Sadd)

Um dos fatores que vem contribuindo para a permanência de Tite é a falta de opções no mercado. Há alguns meses o presidente afastado do cargo, Rogério Caboclo, chegou a fazer proposta para p espanhol Xavi ser auxiliar do técnico da Seleção. Assim assumiria o posto em 2022, após a Copa. Mas ele recusou. Se Xavi tivesse aceito era possível que já assumisse o cargo agora.

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Internamente o desejo é por um treinador estrangeiro. Mas nomes de ponta que estão empregados são tidos como impossíveis. Casos como os de Pep Guardiola e Jürgen Klopp.

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Sobre brasileiros, o nome mais forte seria o de Renato Gaúcho. Mas como se trata de um amigo do presidente Jair Bolsonaro, se teme politizar o cargo de treinador da Seleção Brasileira. Cuca é outro ventilado.

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