Uma das grandes promessas do futebol português nos últimos anos e considerado sucessor de Cristiano Ronaldo, João Félix virou andarilho do futebol tentando recuperar o bom futebol do início da carreira. Com apenas 25 anos, o atacante chega ao seu sexto clube ao acertar com o Al-Nassr, da Arábia Saudita, e poderá fazer dupla ofensiva com CR7.

Após brilhar ainda jovem pelo Benfica, chegou com pompa de craque ao Atlético de Madrid em 2019, em uma transferência que superou 120 milhões de euros na época. No Colchonero estava Saúl Ñíguez, que recentemente acertou com o Flamengo um contrato de três anos. Em entrevista a uma rádio espanhola, o meia criticou a passagem de João Félix pela capital espanhola e destacou a sua falta de comprometimento.
“O futebol é um jogo de equipe. Ele tem as qualidades para ser um jogador incrível, mas por melhor que você seja, se não trabalha, não adianta. Escutei uma frase uma vez que dizia que o talento sem trabalho não é nada. Tentamos muito ajudar ao João, mas se a pessoa não quiser…”, afirmou o agora rubro-negro, de 30 anos, em declaração reproduzida pelo jornal “Marca”.

Saúl teve tempo para conhecer João Félix. Após desembarcar na capital espanhola, o português ficou quatro temporadas no Atlético, disputando 131 partidas e marcando 34 gols. Contudo, por conta da falta de rendimento e alguns atritos com o técnico Diego Simeone, colecionou empréstimos. Assim, defendeu o Chelsea, o Barcelona e, em seguida, acabou negociado em definitivo com os Blues. Já em Londres, novamente não jogou o futebol dos tempos de Benfica e, mais uma vez, foi cedido, desta vez para o Milan.
Benfica ficou perto de contratar João Félix
Em seis meses no futebol italiano, pouco fez e não caiu nas graças da torcida. Logo, retornou ao Chelsea, que não tinha a intenção de aproveitá-lo. Assim, passou a despertar o interesse de diversas equipes pelo mundo, inclusive do Flamengo, atual clube de Saúl. Os altos valores da negociação afastaram os brasileiros.
De acordo com a imprensa europeia, João Félix encaminhava uma transferência em definitivo para o Benfica, onde retornaria ao clube que o formou e o projetou para o futebol. Contudo, já praticamente acertado com os Encarnados, recebeu uma proposta tentadora do Al-Nassr, que deu um chapéu nos portugueses e contratou o português.
Dessa maneira, a empresária Fifa Jen Mendelewitsch criticou a postura de João Félix. Em entrevista a uma rádio francesa, a agente afirmou que o jogador virou uma “máquina de imprimir dinheiro”.
“João Félix não joga futebol há muito tempo. É uma impressora. É uma máquina de imprimir dinheiro e com o próprio aval, já que ele não se rebela. Já há muito tempo que deveria mandar na sua carreira e não permitir que as pessoas decidam por ele e mandem-no para projetos que não lhe agradam. Quando conhece o potencial que ele tem, é triste”.
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