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Dois dos principais protagonistas do futebol inglês, Manchester United e Liverpool apresentaram proposta conjunta à Football Association, órgão que controla o futebol no país. A intenção é promover uma reformulação na Série A inglesa. Embora incipiente, a proposta sugere uma reformulação profunda. Basta ver algumas das medidas propostas.

A redução do número de clubes é uma delas, passando de 20 para 16 na Primeira Divisão. No entanto, há outras que vão além da tradição, como acabar com a Copa da Liga Inglesa e a Supercopa, de acordo com o Telegraph.

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Entretanto, como contrapartida, os dois clubes ingleses comprometem-se a resgatar financeiramente os clubes em maior dificuldade na Segunda Divisão. Para isso, seria destinado um pagamento no total de 260 milhões de euros à Liga Inglesa de Futebol. Esse valor é substancial, considerando a dificuldade financeira dos clubes, em razão da pandemia de Covid-19.

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Elitização?

Mas as medidas sugeridas vão além, pois os dois clubes propõem a alteração da receita de direitos televisivos, embora não tenham especificado como. Além disso, a liga feminina teria que ser independente da Premier League ou da federação. Para completar , o limita o preço dos ingressos para torcedores visitantes até um máximo de 23 euros e obrigaria a competição a se iniciar no final de agosto.

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Manchester United e Liverpool

Para compensar a redução do número de clubes no principal escalão do futebol inglês, Manchester United e Liverpool sugerem que seja feito um play-off entre o 16º classificado da Premier League e os três primeiros classificados do EFL Championship – a Segunda Divi9são -, modificando o atual formato.

Embora a proposta tenha partido dos dois clubes, a decisão só será tomada depois de todos os que compõem a Primeira Divisão inglesa derem o seu parecer. Isto inclui obviamente os clubes restantes dos chamados “Big Six” – Manchester City, Arsenal, Chelsea e Tottenham.

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Rick Parry, presidente da Liga Inglesa de Futebol (EFL), defendeu o projeto, embora a Premier League tenha enfatizado que “muitas das propostas individuais publicadas possam ter um impacto negativo no futebol”.