Futebol Internacional

Kroos detona Mundial de Clubes e diz que Real Madrid não tem atletas com suas características

Aposentado desde o fim da temporada 2023/24, o alemão Toni Kroos concedeu entrevista ao jornal “La Gazzetta dello Sport”, da Itália. O ex-jogador falou sobre sua carreira, Ancelotti na Seleção Brasileira, Real Madrid e, claro, sobre a primeira edição do Mundial de Clubes.

Toni Kroos critica Mundial de Clube
Toni Kroos critica Mundial de Clubes – Foto: Reprodução / Twitter

Assim, Kroos destacou que faltou um jogador com suas características ao Real Madrid na última temporada. Além disso, o germânico confirmou que não voltaria a atuar profissionalmente.

“Não vou voltar e eles sabem disso, mas é verdade que falta um perfil como o meu e ainda estão procurando. O problema é que não há muitos jogadores assim, e os que existem não são fáceis de contratar”.

Kroos fez história com a camisa do Real Madrid. Afinal, conquistou cinco títulos da Champions League, além de outras inúmeras conquistas. Deixou um legado no meio de campo ao lado de Luka Modric, que também está de saída do clube. Diante disso, destacou que os Merengues estão bem servidos no setor, com nomes como Camavinga, Tchouámeni, Valverde e Bellingham, e falou sobre

“É uma mudança que beneficia a todos: o clube, o Xabi, que queria dar um passo à frente na carreira, e o Carlo, que venceu muito e conseguiu um ótimo trabalho no Brasil. A oferta já havia chegado quando estávamos juntos e conversei com ele. É bom porque ele segue motivado, terá a chance de disputar uma Copa do Mundo com uma grande seleção e poderá trabalhar um pouco menos, com mais tempo para descansar, sem a rotina do dia a dia. Isso vai lhe fazer bem. Todos estão felizes, agora é esperar para ver. Ainda é cedo para julgar o Real Madrid do Xabi. Leva tempo para avaliar mudanças e a aplicação de ideias. Só posso dizer que ele fez um trabalho excelente na Alemanha”.

Kroos compara Mundial à Nations League

Por fim, o ex-meia campeão mundial pela Alemanha em 2014 detonou o Mundial de Clubes. Assim, criticou a quantidade de jogos das equipes em um ano e comparou o torneio à Nations League, vencida por Portugal em junho.

“No futebol não há pobres. Quem joga faz o que ama e ganha muito bem, então não há pobres. Mas sou um amante da qualidade, e para manter a qualidade das partidas, os jogadores precisam estar física e mentalmente bem, e isso está cada vez mais difícil. Eu dizia isso quando ainda jogava e não mudei de opinião: jogamos demais”, disse Kroos, antes de finalizar:

“Mas ninguém pergunta a opinião dos jogadores, então há mais dinheiro e menos descanso, com duas consequências: mais lesões, como já estamos vendo há algum tempo, e queda na qualidade das partidas e na motivação dos jogadores. E não poderia ser diferente, porque é impossível manter o mesmo nível de atenção e interesse jogando durante 11 meses seguidos. Por isso, não gosto desses novos torneios, como o Mundial de Clubes ou a Liga das Nações. Pouco descanso, poucas férias”.

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