O conflito bélico no Oriente Médio gera tensão e aflição em todo o mundo. No esporte não poderia ser diferente. Afinal, a escalada dos bombardeios dos Estados Unidos e Israel contra o Irã coloca a presença do país xiita na Copa do Mundo de 2026 em xeque.

Oficialmente, o Irã não desistiu de participar do Mundial. Contudo, caso haja um anúncio formal, a Fifa já elabora algumas soluções. Aliás, o mais provável é que uma seleção da Confederação Asiática de Futebol (AFC) seja a substituta, para garantir o equilíbrio continental.
No atual cenário, o Iraque é o favorito para herdar a vaga caso o Irã não participe da Copa do Mundo. Afinal, os iraquianos estão na repescagem internacional e aguardam o vencedor de Bolívia e Suriname para uma partida decisiva no dia 31 de março.
Se o Iraque conquistar a vaga na Copa do Mundo via repescagem, o substituto do Irã no torneio de seleções seria os Emirados Árabes Unidos, seleção com melhor ranking na AFC que não conseguiu se classificar para o Mundial. Uma hipótese menos provável é a Fifa não substituir o Irã, deixando o Grupo G com apenas Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Envolvidos fala sobre a Copa do Mundo
Na última terça-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi agressivo em suas declarações ao ser perguntado sobre a presença dos iranianos em solo americano para a disputa da Copa.
“Não estou nem aí. Penso que o Irã é um país derrotado. Estão esgotando as últimas munições”, afirmou.

Por outro lado, o presidente da federação iraniana de futebol, Mehdi Taj, declarou que não se pode esperar que a seleção do país “encare o Mundial com esperança”. Além disso, acrescentou que a decisão sobre uma possível desistência da competição caberá aos altos dirigentes esportivos.
Apoiador declarado de Donald Trump, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, adotou um discurso político.
“Espero muito que seja um momento de paz. Espero que possamos contribuir para unir o mundo um pouco. O mundo realmente precisa disso”, disse Infantino, em entrevista à “Sky Sports”.
Secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom demonstrou maior preocupação com o conflito no Oriente Médio.
“É prematuro comentar em detalhes, mas é claro que vamos acompanhar os desdobramentos de todas as questões ao redor do mundo, e acho que tivemos o sorteio final em Washington, com a participação de todas as equipes, e, obviamente, nosso foco é ter uma Copa do Mundo segura com a participação de todos”.
A Copa do Mundo de 2026 terá início em 11 de junho e ocorrerá em três sedes: Estados Unidos, México e Canadá. As três partidas do Irã na fase de grupos, até o momento, serão disputadas nos EUA. Assim, as duas primeiras, contra Nova Zelândia e Bélgica, estão programadas para acontecer no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia, e a última, diante do Egito, no Lumen Field, em Seattle.
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