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Ariedo Braida, ex-assessor da presidência do Barcelona, está na Justiça lutando para receber os últimos salários do clube. Mas nos últimos dias ele ganhou o noticiário por críticas ao elenco que montou nas últimas temporadas. Nesta segunda-feira ele deu entrevista ao jornal “Marca” da Espanha e revelou que não era ele o responsável por determinar as contratações. Além disso fez algumas revelações importantes. Disse que o clube abriu mão de contratar Paul Pogba e que se recusou a investir no artilheiro norueguês Erling Haaland, hoje no Borussia Dortmund.

Ariedo Braida revelou detalhes de negociações do Barcelona (Foto: Barcelona)

Braida revelou que indicou Haaland ao Barcelona quando o jogador ainda nem sonhava em defender o Borussi Dortmund. Mas um comitê responsável por determinar os rumos do futebol do clube, que contava com a presença do presidente Josep Bartomeu, entendeu que ele não tinha o perfil do clube.

– O Haaland ainda jogava no Rosenborg quando estudei a sua forma de jogar e indiquei seu nome ao Barcelona. Mas no clube me disseram que ele não tinha o perfil do Barcelona. Fiz o mesmo com outros jogadores que acabaram não sendo contratados, como Nicolò Barella (hoje volante da Internazionale) e o Nicolò Zaniolo (hoje meia da Roma). Mas não podia fazer nada, pois a caneta estava nas mãos de outros – disse Baida.

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Além de Haaland, Pogba não empolgou Barcelona

Erling Haaland é peça cobiçada no mercado (Foto: Getty)

O ex-assessor do Barcelona ocupou o mesmo cargo no Milan e lá formou times épicos, sendo responsável por contratações como o meia holandês Gulit, o atacante ucraniano Schevchenko, além dos brasileiros Thiago Silva e Kaká. Mas no Barcelona ele não conseguiu nem mesmo convencer a diretoria a contratar Paul Pogba.

– Estivemos em Turim vendo a situação do Pogba e poderíamos ter trazido. Mas em nenhum momento o Barcelona teve realmente o objetivo de contar com o jogador. Assim ele permaneceu em Turim – disse o ex-assessor do Barcelona.

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Apesar de não confirmar, Braida tem propostas de clubes italianos para voltar ao país. Milan e Roma sondam o “passe” do dirigente.