Futebol Internacional

Crise sem fim! Presidente da federação italiana renuncia ao cargo após fracasso na repescagem

O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (2), após reunião com dirigentes das Séries A, B e C e de associações de jogadores e treinadores, em Roma. O mandatário havia sofrido críticas de todos os lados após a seleção tetracampeã mundial fracassar, pela terceira vez consecutiva, na tentativa de classificação para a Copa do Mundo.

Gabriele Gravina estava à frente da federação desde outubro de 2018
Gabriele Gravina estava à frente da federação desde outubro de 2018 – Foto: Divulgação / Ansa Brasil

Agora, uma assembleia geral de emergência ocorrerá no dia 22 de junho para escolher o novo presidente da entidade. Gravina estava na função desde outubro de 2018. Em sua gestão, conquistou a Eurocopa de 2020, mas viu a Itália ficar fora da Copa do Mundo em 2022 e 2026. Anteriormente, a Azzurra também não havia conseguido uma vaga para o Mundial de 2018.

No comunicado que oficializa a renúncia, a FIGC afirmou que o agora ex-mandatário agradeceu aos associados pelo “apoio e solidariedade” e se ofereceu para participar de uma audiência na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, na próxima quarta-feira (8), para discutir o momento do futebol no país.

Um dos nomes cotados para assumir o cargo é do ex-presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Giovanni Malagò, responsável pela organização das Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo.

O novo vexame faz a Itália atingir uma marca negativa na história do futebol. Afinal, nenhuma outra seleção campeã mundial havia ficado três edições seguidas fora da competição. A última participação da Azzurra em uma Copa do Mundo ocorreu em 2014, no Brasil, quando caiu na fase de grupos.

Itália cai na final da repescagem

A Itália precisou disputar a repescagem após terminar na segunda colocação do Grupo I das Eliminatórias, com 18 pontos, seis atrás da líder Noruega. Na semifinal do mata-mata, a Azzurra venceu a Irlanda do Norte por 2 a 0, em Bérgamo, dando esperanças ao torcedor.

Contudo, na final, empatou em 1 a 1 com a Bósnia no tempo normal. Kean abriu o placar, mas Bastoni acabou expulso no fim do primeiro tempo. Na reta final da segunda etapa, a Bósnia empatou. Com a igualdade na prorrogação, a classificação à Copa do Mundo foi decidida nos pênaltis. Assim, a seleção dos Bálcãs foi mais efetiva e garantiu a vaga.

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