Futebol Internacional

Crise no Boca Juniors: medalhões afastados, três meses sem vencer e fracassos na temporada

O Boca Juniors entrou de cabeça em uma das maiores crises de sua história. Afinal, no último domingo (27), a equipe perdeu para o Huracán e chegou a 103 dias sem vitórias. Por conta do mau momento vivido em campo, Juan Román Riquelme, presidente e ídolo xeneize, passou a ser contestado pela torcida e imprensa do país, gerando um clima de incerteza no clube. A ponto de três medalhões do elenco serem afastados.

Boca Juniors acumula fracassos em 2025
Boca Juniors acumula fracassos em 2025 – Foto: Divulgação / Boca Juniors

Até o momento, o Boca acumula 11 jogos sem vitórias, o maior jejum de sua história, superando as dez partidas sem triunfar em 1957 e 2021. O próximo jogo acontecerá somente no dia 9 de agosto, no clássico diante do Racing. Até lá, o caldeirão da Bombonera fervilhará.

O ambiente turbulento passa da falta de vitórias em campo para o ambiente externo. Afinal, o experiente zagueiro Marcos Rojo, de 35 anos, foi retirado do elenco após discussão com o técnico Miguel Ángel Russo. Assim, não deve mais continuar no clube. O Estudiantes pinta como um possível destino.

Rojo deve deixar o Boca Juniors após se desentender com o técnico
Rojo deve deixar o Boca Juniors após se desentender com o técnico – Foto: Reprodução / Instagram

Além de Rojo, o Boca Juniors afastou outros dois medalhões: o zagueiro Cristian Lema, de 35 anos, e o lateral-esquerdo Marcelo Saracchi, de 27. Este último chegou em 2023 por 1,8 milhão de euros, um investimento considerável feito pela diretoria.

Boca Juniors coleciona decepções na temporada

A decisão de retirar o trio do plantel ocorreu uma semana após a queda na Copa da Argentina. Afinal, os Xeneizes caíram para o Atlético Tucumán no dia 23 de julho, ainda nas oitavas de final. O péssimo resultado se junta a outros fracassos na temporada, como as eliminações precoces na Libertadores, Torneio Apertura e Mundial de Clubes.

O jornal “Olé” e a emissora “Tyc Sports” apontam que a crise chegou à sala do presidente Riquelme, que diante dos inúmeros protestos da torcida, planeja dissolver o conselho de futebol do clube. Marcelo Delgado, Mauricio Serna e Raúl Cascini, membros importantes da diretoria e ligados ao mandatário, devem deixar o Boca ou serão realocados para outro setores. Assim, o ex-jogador lendário dos Xeneizes ficaria mais próximo das decisões do futebol.

Riquelme convive com críticas na presidência do Boca
Riquelme convive com críticas na presidência do Boca – Foto: Divulgação

Diante dessa mudança, a ideia é contratar um “manager” para o lugar do trio. O clube não cogita a saída do técnico Miguel Ángel Russo. Afinal, Riquelme aponta o plantel como o principal problema.

Na temporada, o Boca só amargou vexames. Caiu na pré-Libertadores para o Alianza Lima, em plena Bombonera, ficando fora até da Copa Sul-Americana. No Torneio Apertura, parou nas quartas de final. No Mundial de Clubes, perdeu para o Bayern e somou dois empates, com Benfica e o modesto Auckland City, que havia levado de 10 a 0 dos alemães. Assim, não passou da fase de grupos. Por fim, a eliminação na Copa Argentina deixou somente o Clausura para a sequência de 2025.

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