Vai que é tua: com vitória, Zidane empurra crise para Koeman

publicado em 24/10/2020 às 13:28

  1. A derrota para o Real Madrid, no Camp Nou, não poderia ter sido pior para o Barcelona de Koeman. Embora em início de trabalho, por assim dizer, o técnico do clube catalão já respirava alguns ares de desconfiança. No entanto, até então a situação de Zidane também era incômoda, pois o Real Madrid vinha duas derrotas consecutivas de times considerados inferiores tecnicamente. Uma das derrotas na Champions League, inclusive.
Zidane e Koeman, cordialidade dentro da maior rivalidade do futebol espanhol

Zidane e Koeman, cordialidade dentro da maior rivalidade do futebol espanhol – Foto: LLUIS GENE/AFP via Getty Images

A situação de Koeman, há três meses no comando, se agravou com os problemas existentes entre o elenco e o presidente Josep Maria Bartomeu. Antes do clássico, em entrevista coletiva, o técnico holandês falou a respeito. Disse que já possui experiência suficiente para lidar com pressão. Confira a matéria na íntegra.

Entretanto, seu maior problema, ao que parece, ainda deve ser concentrar esforços para ganhar a confiança do elenco. Sobretudo de Lionel Messi, que deve deixar o Barcelona na próxima janela de transferências. A eventual perda de um dos maiores craques da história do clube será um pecado imperdoável para os torcedores apaixonados pelo Barça, que veneram Messi. Assim, uma das tarefas de Koeman seria reverter esse cenário, fazendo a situação de Messi no Barcelona retornar ao estágio inicial, de paz.

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Assim, a derrota não poderia ter vindo em pior hora. No entanto, certamente não será essa derrota que colocará seu cargo em risco, mas as águas são turbulentas na Catalunha.

Já no caso de Zidane, após duas derrotas consecutivas – contra o Cádiz, no Campeonato Espanhol – e o Shakthar – este pela Champions League -, o clima era de pressão. A imprensa espanhola chegou a tratar o caso do treinador como de dispensa, cogitando nomes para substituí-lo. Com a vitória, no entanto, a situação deve ficar um pouco mais amena, embora ainda não resolvida.

Fato é que, neste momento, se fosse possível escolher, o melhor seria estar na pele do francês, em detrimento do holandês.

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