Seleção Brasileira se credencia a romper domínio europeu na Copa do Mundo

publicado em 18/11/2020 às 8:25

Nas últimas quatro Copas do Mundo a Europa fez o campeão. A última vez que a volta olímpica não foi dada por uma seleção não pertencente ao Velho Continente foi em 2002, quando o Brasil foi campeão. Mas ainda faltando dois anos para a próxima edição, no Catar, a Seleção Brasileira se credencia a romper domínio europeu na Copa do Mundo. Isso ficou visível na vitória de 2 a 0 sobre o Uruguai na noite de terça-feira.

Brasil venceu com autoridade o Uruguai (Foto: CBF)

A Seleção Brasileira jogou muito desfalcada contra o Uruguai. Mas mesmo assim exibiu um padrão de jogo definido, com os jogadores sabendo o que fazer em campo. Tite parece ter conseguido fazer a coisa fluir, independentemente dos nomes que estejam em campo.

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A chamada Neymardependência se torna cada vez mais parte do passado. Isso já tinha ficado visível na conquista da Copa América do ano passado e ficou ainda mais evidente nesta rodada das Eliminatórias. Jogadas ensaiadas, como a que culminou no segundo gol diante dos uruguaios, surgem com repertório cada vez maior. Além disso a segurança defensiva avança consideravelmente.

França e Portugal despontam como concorrentes

Mbappé, que salvou a pátria da França, festeja gol com Eduardo Camavinga - Foto: FRANCK FIFE/AFP via Getty Images

Mbappé e Eduardo Camavinga são bons valores da França (Foto: FRANCK FIFE/AFP via Getty)

Os críticos lembram que por conta de alguns fatores como Liga das Nações e a própria disputa das Eliminatórias, o Brasil não enfrenta os grandes times do futebol europeu. Mas uma análise profunda do mapa mundial do futebol é fácil perceber que não existem tantas opções assim para ameaçarem a Seleção Brasileira.

Atual campeã, a França vem conseguindo manter o bom nível. Mas mesmo assim atravessa situações de irregularidade, como a derrota de 2 a 0 para a Finlândia na semana passada. Os finlandeses dificilmente fariam frente a maioria dos times sul-americanos. Portugal, outra força recente do futebol mundial, ainda sente alguns confrontos com grandes seleções. Além disso Cristiano Ronaldo, seu nome de maior expressão, terá 37 anos em 2022.

Itália e Espanha ainda tentam encontrar seus melhores times. São equipes em formação, mesmo com a Fúria tendo aplicado 6 a 0 na Alemanha. Por falar nos alemães, o motivo de maior receio dos brasileiros nos últimos anos ainda não conseguiu se organizar. Segue refletindo o mau futebol que custou a eliminação na primeira fase da Copa do Mundo de 2018.

Bélgica eliminou Brasil em 2018

Timo Werner, à direita, recebe o cumprimento de Kai Havertz, após marcar gol para a Alemanha no jogo contra a Suíça, pela Liga das Nações - Foto: INA FASSBENDER/AFP via Getty Images

Alemanha não é a sombra de 2014 (Foto: INA FASSBENDER/AFP via Getty Images)

Semifinalistas na Copa do Mundo de 2018, Inglaterra e Bélgica seguem com bons valores individuais. Os belgas estão mantendo o bom nível, mas contra o próprio Brasil, na eliminação nas quartas de final do Mundial, foram dominados no segundo tempo. Os ingleses, por sua vez, perderam o ritmo e sequer avançaram para a segunda fase da Liga das Nações.

Fora da Europa, Argentina e Uruguai seguem como os times mais fortes. Mas a Argentina ainda não dá provas de que pode ser um time de ponta em 2022. AJá o Uruguai segue ainda dependente da dupla Suárez/Cavani. Quando eles vão mal, a coisa não flui. Ainda faltam dois anos para 2022. Mas o Brasil vem jogando um futebol que pode fazer os canarinhos sonharem com o hexa.

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