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No turbulento ano do Flamengo, a paz não dura nem sequer três dias seguidos. Às vésperas de dois jogos decisivos, que podem amenizar o ambiente ou entornar o caldo de vez, o Rubro-Negro tem uma escolha a fazer: qual goleiro escalar? A resposta está longe de ser simples. É mais do que um dilema, é um drama que persegue o Flamengo na temporada.

Rueda ainda vai avaliar qual goleiro irá escolher | Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

A solução foi para o estaleiro. Diego Alves se machucou no jogo contra o Junior Barranquilla, pela semifinal da Copa Sul-Americana, e não atua mais em 2017. A vitória gerou uma paz momentânea. Porém, paz é algo raro no Flamengo de maio, quando foi eliminado da Libertadores, para cá. Menos de três dias depois do triunfo pelo torneio internacional, derrota na Ilha do Urubu para o Santos, com duas falhas de Muralha.

E agora? Qual goleiro escalar? O Flamengo tem no mínimo dois jogos pela frente. Quinta-feira, enfrenta o Junior pela partida de volta para chegar à final. Domingo, o compromisso é pela última rodada do Brasileiro, contra o Vitória, em Salvador. A briga é para permanecer no G-7.

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Com qual goleiro o Flamengo irá? Rueda evitou dar a resposta após a derrota para o Santos: “Eu não posso assegurar nada. Temos de trabalhar esses dias que temos e quarta-feira tomar a decisão para o jogo de quinta. Saber esperar, valorizar, avaliar com o jogador e falar com todo o grupo para tomar a decisão”, declarou o técnico.

O drama do Flamengo

Muralha começou 2017 como titular inquestionável. O Flamengo abriu mão até de Paulo Victor, que voltou após passagem pelo futebol turco e foi para o Grêmio. Porém, o desempenho do goleiro não foi o mesmo de 2016. Insegurança em bolas aéreas e falhas tiraram o sossego da torcida. Começou uma campanha para a contratação de outro titular. A diretoria demorou a ceder, até que acertou com Diego Alves. Ele chegou para ser a solução.

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Mas Diego Alves não pôde jogar a Copa do Brasil – chegou após o prazo limite de inscrição. O Flamengo, então, viveu o primeiro dilema/drama: Muralha ou Thiago. O jovem goleiro, de 21 anos, chegou a ser titular em um período anterior ao da chegada de Diego Alves e também em jogos decisivos.

Thiago foi o escolhido para a primeira partida da final contra o Cruzeiro, no Maracanã. Falhou no gol rival. Depois, fraturou o punho esquerdo em um treino. Coube a Muralha atuar no jogo de volta. Derrota nos pênaltis. Agora o dilema tem um outro “participante”.

Thiago ainda não está à disposição de Rueda | Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Muralha ou César?

Como Thiago ainda está sem condição, Rueda terá de escolher entre Muralha e César, inscrito no lugar de Diego Alves. Revelado pelo Flamengo, César, de 25 anos, não faz um jogo oficial desde dezembro de 2015 e tem apenas 20 partidas como profissional. Foi emprestado para a Ponte Preta, em 2016, e para a Ferroviária, este ano, pela qual atuou em apenas um tempo de um amistoso contra o Corinthians.

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Ele foi requisitado de volta após a saída de Paulo Victor para a Turquia. César foi campeão da Copinha em 2011. Surgiu com pompa, sendo convocado constantemente para seleções de base. Em 2013, fez a estreia pelo profissional, na última rodada do Brasileiro. No ano seguinte, novamente atuou no último jogo da temporada. As chances aumentaram em 2015. Ele atuou em 18 partidas, substituindo um lesionado PV.

César é opção para os jogos decisivos do Flamengo | Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Será o escolhido para as duas partidas decisivas do Flamengo? O tempo sem atuar é um argumento contra e pode pesar. Mas o momento psicológico/emocional é melhor do que o de Muralha.

Continuidade no gol?

A situação de Muralha é praticamente insustentável com a torcida e só piorou com as falhas deste domingo. Terá mais uma chance de redenção? Está com mais ritmo de jogo e tem mais experiência do que César.

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Ele perdeu a condição de titular pela primeira vez em junho. Muralha, que já vinha sendo criticado, falhou na derrota para o Sport, na Ilha do Retiro, em que saiu jogando mal e entregou a bola nos pés do adversário, sofrendo o primeiro gol.

Ele ficou 13 jogos consecutivos na reserva de Thiago, até que o técnico Zé Ricardo optou por Muralha no decisivo jogo contra o Santos, pela Copa do Brasil, na Vila Belmiro. O goleiro voltou a falhar, em saída errada do gol em cruzamento, mas o Flamengo se classificou mesmo com a derrota por 4 a 2 (venceu o jogo de ida por 2 a 0).

Muralha falhou duas vezes contra o Santos e enfrenta a ira da torcida | Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Depois, foi titular na vitória por 5 a 0 sobre o Palestino, pela Sul-Americana (o Fla utilizou time misto), e escolhido por Rueda para o primeiro jogo da semifinal contra o Botafogo, pela Copa do Brasil. Muralha foi expulso. Voltou ao gol na Primeira Liga, novamente em um time misto rubro-negro, e falhou no empate com o Paraná – o Flamengo foi eliminado nos pênaltis.

Final da Copa do Brasil

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Muralha passou incólume contra o Sport, em vitória do Fla por 2 a 0. Com a contusão de Thiago, foi o goleiro do Flamengo no segundo jogo da final da Copa do Brasil. O empate em 0 a 0 levou a decisão para os pênaltis. O goleiro pulou no mesmo canto em todas as cobranças, sendo criticado pela escolha. O Cruzeiro converteu todas e foi campeão.

Novamente na condição de reserva, Muralha foi requisitado no primeiro jogo da semifinal da Copa Sul-Americana, após a contusão de Diego Alves. Com menos de um minuto em campo, gol do Junior Barranquilla, após cruzamento em que a bola passa por baixo do goleiro. O jogo contra o Santos não poderia ter sido pior. Duas falhas, uma em que perde a bola para Ricardo Oliveira e a outra num raro chute santista a gol. E agora? Qual será a escolha de Rueda?

Os goleiros do Flamengo em 2017

Muralha – 38 jogos e 30 gols sofridos
Diego Alves – 24 jogos e 25 gols sofridos
Thiago – 19 jogos e 14 gols sofridos