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Quando Flamengo e Corinthians se encontram é a senha para se recordar a história de craques que passaram pelos dois clubes. E é justamente isso que o MQJ Memória vai fazer. Mas a escolha será por dois craques que brilharam no Parque São Jorge. Mas sofreram na Gávea. Sócrates e Casagrande entraram para a história como ídolos corintianos. Mas de atuações discretas pelo Rubro-Negro.

Sócrates e Casagrande: ídolos no Timão. Mas pouco brilho no Flamengo (Foto: Reprodução TV Corinthians)

Sócrates defendeu o Flamengo entre 1986 e 1987. Mas jogou apenas uma partida oficial pelo clube. Casagrande teve mais minutos, atuando em 1993. Entretanto sem deixar grandes lembranças para os torcedores.

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Mas os dois fizeram história mesmo com a camisa do Corinthians, sendo enaltecidos pela imprensa paulista e pelos torcedores da Fiel.

Sócrates e Casagrande foram símbolos da democracia corintiana

Sócrates foi ídolo no Timão (Foto: Youtube)

Casagrande e Sócrates defenderam o Corinthians mais ou menos no mesmo período, no começo anos anos 80. O Brasil fervia com o movimento das Diretas Já, que pregava o direito da população de escolher o presidente da República. Os brasileiros viviam sob o comando do regime militar.

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Assim Casagrande e Sócrates, com outros jogadores, lideraram um movimento chamado Democracia Corintiana. Pelo movimento, que contava com o aval do então diretor de futebol Adilson Monteiro Alves, os jogadores escolhiam no voto até as contratações que seriam feitas. Mas não decidiam a escalação. Além disso conseguiram acabar com a concentração para os casados.

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Em campo os dois brilharam muito pelo Timão. Sócrates do campeão paulista nos anos de 1979, 1982 e 1983. Nesses dois últimos troféus teve a companhia de Casagrande.

Sócrates frustrou a dupla com Zico no Flamengo

Sócrates ao lado de Zico. Mas a dupla jogou pouco no Fla (Foto: Reprodução Revista Placar)

Valorizado pelas grandes exibições na Copa do Mundo de 1982, Sócrates foi para o futebol italiano em 1984 para defender a Fiorentina. Ficou duas temporadas sem grande brilho. Assim, no fim de 1985 o Flamengo anunciou a sua contratação. Formaria dupla com Zico.

Uma grande festa da torcida do Flamengo marcou o seu desembarque no aeroporto, indo diretamente para a Gávea.

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– Vou formar com Zico uma grande dupla e fazer do Flamengo o maior time do mundo – disse o jogador emocionado com a festa dos torcedores.

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Zico e Sócrates formaram sim uma grande dupla no Flamengo, mas fora de campo. Os dois foram até vizinhos. Mas atuaram apenas um jogo oficial pelo Flamengo, em uma goleada de 4 a 1 sobre o Fluminense. O Galinho billhou em campo, mas o Doutor teve atuação discreta. Por conta deste único jogo Sócrates integra a lista de campeões do Estadual de 1986.

Após a partida Telê convocou os jogadores para um período de treinos, que emendaria com a viagem para a Copa do Mundo de 1986. Na volta do Mundial, visivelmente fora de forma, Sócrates se lesionou, passou por uma cirurgia e nunca mais vestiu o manto rubro-negro. Encerrou carreira em 1989 atuando pelo Botafogo de Ribeirão Preto.

A maior emoção de Casagrande no Fla foi com a Fiel

Casagrande em ação pelo Flamengo (Foto: Arquivo pessoal)

Casagrande deixou o Corinthians em 1986 para jogar no Porto, onde ganhou a Champions League. Depois disso atuou por Ascoli e Torino na Itália. Em 1993 o Flamengo anunciou a sua contratação para compor um time que tinha Júnior e Renato Gaúcho.

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Casagrande voltaria a formar com Renato a dupla que foi destaque nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1985. Mas o craque não ganhou títulos pelo Rubro-Negro. Foram apenas sete gols em 35 partidas.

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A maior emoção de Casagrande foi no reencontro com a torcida do Corinthians em um duelo pelo Campeonato Brasileiro no Pacaembu. A expectativa era de hostilidade, mas o que se ouviu foram cantos como “Doutor, eu não me engano, o Casagrande é corintiano” e “Volta, Casão, teu lugar é no timão”.

– Fiquei muito emocionado e sabia que tinha que voltar a jogar pelo Corinthians – disse ele ao acertar com o clube paulista em 1994. O craque encerrou a carreira em 1996 pelo São Francisco da Bahia.

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