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O Fluminense montou um timaço no meio da década de 80. Colheu os frutos com a conquista do tricampeonato carioca entre 1983 e 1985 e do Brasileirão de 1984. Mas um jogador em especial contava com muito carinho dos torcedores. Era Assis, o habilidoso atacante que formava com Washington o “Casal 20”, em uma alusão a um famoso seriado norte-americano que era exibido na televisão brasileira naquela época. E é justamente Assis que o MQJ Memória vai recordar neste domingo, que abre a semana do clássico Fla-Flu, marcado para quarta-feira.

Assis garantiu o título do Fluminense em 1983 (Foto: Reprodução Youtube)

Assis teve um início de carreira bem discreto. Foi revelado nas categorias de base do Francana. Passou pela São José e pela Inter de Limeira até que em 1980 atingiu um clube de ponta. Foi negociado com o São Paulo.

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Pelo Tricolor paulista Assis conquistou o bicampeonato paulista entre 1980 e 1981. Mas em agosto deste ano o Tricolor Paulista quis contratar Mário Sérgio e envolveu Assis em uma troca com o Internacional. Foi no Rio Grande do Sul que conheceu Washington, que viraria seu parceiro inseparável.

Assis se projetou no Athletico Paranaense

Assis e Washington brilharam no Furacão (Foto: Arquivo Washington)

En 1982 Assis e Washington foram cedidos ao Athletico Paranaense em um contrato de dois anos. Surgia ali a dupla que mais tarde brilharia no Fluminense. Os dois conquistaram, o título paranaense e levaram o Furacão, na época apenas um time de projeção local, a ser semifinalista do Campeonato Brasileiro. Os dois ajudaram o time a desbancar o poderoso Flamengo. Mas chamaram a atenção de outro time carioca: o Fluminense.

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Após aquele torneio a diretoria do Fluminense investiu todas as suas fichas na contratação do Casal 20. Ambos chegariam para reforçar o time no Campeonato Carioca. Ali começaria uma das histórias mais bonitas do futebol tricolor.

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– O Assis era um jogador muito batalhador. Conseguia aliar o talento a uma vontade muito grande de brigar pela bola, de lutar pelo gol. Foi muito importante no Fluminense. Além disso tinha muito caráter – lembrou Carlos Alberto Parreira.

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Assis vira o carrasco do Flamengo

Assis sobe para marcar contra o Flamengo: uma rotina (Foto: Arquivo Maracanã)

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Nos campeonatos cariocas de 1983 e 1984 o Fluminense precisou ganhar do Flamengo para conquistar o título. E nas duas partidas decisivas quem sempre decidia o jogo era Assis. E sempre na reta final das partidas, com requinte de crueldade.

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Com os gols anotados diante do Flamengo, Assis passou a ser tratado como carrasco do Flamengo.

– Eu costumava dar sorte contra o Flamengo e por isso acabei ganhando o apelido. Logicamente que era um clássico e todo jogador sonha em fazer gol em partidas deste naipe. Assim não posso reclamar, pois fui muito feliz no Fluminense. Além disso fiz amigos – lembrou Assis pouco antes de sua morte.

Ao todo Assis defendeu o Fluminense em 177 partidas e fez 54 gols. Mas os m ais importantes foram contra o Flamengo. Assim ganhou a fama de carrasco.

Assis virou embaixador do Fluminense

Assis e Washington: o Casal 20 do Fluminense (Foto: Fluminense)

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Em 1987 Assis foi seduzido por um grupo de empresários para jogar nos Estados Unidos. O país havia vencido a disputa para sediar a Copa do Mundo de 1994 e queria investir em brasileiros. Mas o jogador não conseguiu visto e acabou retornando ao Brasil.

Com o contrato rescindido com o Fluminense, rodou outros clubes como Pinheiro-PR, Paysandu e Paraná Clube até que, em 1991, encerrou a carreira no Athletico Paranaense.

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Após abandonar os gramados seguiu coordenando as categorias de base do Fluminense. Em 2012 foi oficializado como “Embaixador do Fluminense”. Assim viajou o país participando de eventos ligados ao Tricolor.

Mas como o tempo a saúde começou a pregar uma peça nao carrasco do Flamengo. Até que em 2014, no dia 6 de julho, Assis morreu de falência renal. Tinha 61 anos. Mas para sempre vai viver na memória dos apaixonados torcedores do Fluminense. Além disso, será um eterno pesadelo nos sonos dos flamenguistas.

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