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O Maestro do Fluminense nos anos 70 e começo da década de 80 é o personagem desta semana do MQJ Memória. Mário Marques começou no futebol de salão do Vasco. De família portuguesa, torcia na infância pelo clube da Colina. Porém, quis o destino que fosse em outro time do Rio de Janeiro, no Tricolor, que ele se tornasse conhecido e rompesse fronteiras. O apoiador defendeu, além do Tricolor, o Vasco, o Bangu, o Goiás e a Inter de Limeira. Também vestiu as camisas de Sporting e Estrela da Amadora em Portugal.

Mário, entre Gilberto e Delei, no timaço do Fluminense de 1980 (Foto: Arquivo pessoal)

Mário estava atuando no futebol de salão quando Farias, técnico das categorias de base do Fluminense, que mais tarde dirigiria a seleção de Marrocos na Copa do Mundo de 1986, percebeu seu talento e o levou para o futebol de campo. O meia logo se destacou, chegando ao profissional do clube em 1977. Logo assumiu a titularidade, permanecendo até 1981.

Foi em 1980 que Mário viveu um dos momentos mais marcantes de sua carreira, conduzindo o Fluminense ao título carioca de 1980. O Tricolor venceu o Vasco na decisão por 1 a 0, com um gol do zagueiro Edinho. Mário foi o melhor em campo de um time que ele considera o melhor com quem jogou.

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– O Fluminense era um timaço. Edinho, Rubens, Gilberto, Cláudio Adão. Era difícil parar esse time – disse Mário.

Pelo Fluminense, Mário disputou 199 jogos e fez 25 gols. Alguns deles vivem até hoje no imaginário dos torcedores tricolores. Afinal de contas, era chamado de Maestro daquele time.

Bangu também marcou a carreira de Mário

Após deixar o Fluminense e ter uma rápida passagem pela Inter de Limeira, Mário chegou ao Bangu em 1982. Lá também viveu grandes momentos. Em Moça Bonita fez parte de outro timaço, montado pelo então bicheiro Castor de Andrade, que tinha o atacante Marinho como expressão maior. Apesar disso, não fez riquezas no futebol.

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– Na nossa época não se ganhava tão bem. Mas não reclamo do futebol, pois soube aproveitar o que ele me deu. Sou um homem feliz com minha esposa e meus filhos, portanto, só tenho a agradecer o futebol – disse Mário em entrevista recente ao canal oficial do Fluminense.

Ficou no Bangu até 1986, embora neste período tenha sido emprestado a Vasco e a Goiás, porém, sem grandes lembranças. Porém, no período em que defendeu o time de Moça Bonita fez grandes jogos, como o triunfo por 3 a 1 sobre o Cruz-Maltino exibido no vídeo abaixo.

Mário encerrou carreira em Portugal

Após defender o Bangu, Mário tirou proveito do começo do período de exportação dos craques brasileiros para a Europa. Em 1986 foi defender o Sporting, onde também teve brilhantes atuações. Lá, conquistou o título da Supertaça de Portugal em 1987.

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Depois do Sporting, teve uma rápida passagem pelo Estrela da Amadora de Portugal, onde encerrou a sua carreira.

Em 1999 Mário iniciou a trajetória como treinador de futebol, rodando por vários clubes do Rio de Janeiro, como Bangu, America, Cabofriense, Olaria e Nova Iguaçu.

Mário Marques como técnico do Bangu (Foto: Divulgação Bangu)

Até hoje Mário atua como técnico, porém, não conseguiu ainda repetir fora de campo o sucesso dos tempos em que era o Maestro do Fluminense.

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