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Dizem que um técnico boleiro, expressão usada para os que jogaram futebol, tem mais facilidade para ganhar o elenco. Assim acontece com Roger Machado. Ele venceu uma certa resistência interna de um elenco que queria a permanência de Marcão. Mas conquistou de vez a confiança do grupo do Fluminense. O estilo discreto esconde um lado frasista, pouco explorado pela imprensa.

Com o sonho de levar o Fluminense aos título brasileiro e da Copa Libertadores, Roger Machado tem exibido um variado cardápio de escalações no Tricolor. Defende a tese de que não se pode ter um time titular em uma temporada com tantas competições.

Roger Machado Fluminense Roger Machado abre a boca para orientar o elenco (Foto: Mailson Santana / Fluminense)

Diante deste cenário, usa sempre uma frase para se limitar a comentar o próximo jogo.

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– O próximo jogo é sempre o mais urgente – costuma dizer Roger.

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Mas as frases de Roger não trabalham apenas no sentido de diminuir a pressão do elenco. Com uma linguagem de boleiro, ele explica com seu jeito próprio as mudanças que faz no time.

Roger desdenha da posse de bola

Roger Machado deixa o gramado após o jogo contra o River Plate (Foto: Lucas Merçon/Fluminense)

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Após o duelo contra o River Plate ele comentou o novo modelo de meio-de-campo, marcando o rival no campo adversário. Desdenhou da posse de bola gerando mais uma frase polêmica.

– A posse da bola tem que ser meio, não pode ser fim. Hoje eu prefiro ter um time muito mais incisivo, contundente do que ter a bola. A conta é quanto tempo você tem a bola vezes quantas vezes você consegue chegar no gol adversário – explicou ele.

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Com Roger Machado no comando o Fluminense foi vice-campeão carioca e está nas oitavas de final da Copa Libertadores. Além disso vai disputar a Copa do Brasil e estreia no Brasileirão neste sábado. O rival será o São Paulo em duelo que acontece na capital paulista.

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