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O que você fez no dia 23 de novembro de 2019? A torcida do Flamengo sabe muito bem o que viveu há um ano. Ela foi tomada de expectativa e ansiedade, sofreu, vibrou e explodiu de alegria e emoção com a épica virada sobre o River Plate, em Lima, no Peru. Trinta e oito anos depois daquele 23 de novembro de 1981, o Flamengo voltou a ganhar a Libertadores. Um ano depois da conquista, que tal relembrar a campanha do bicampeonato?

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Da fase de grupos, ainda sob o comando de Abel Braga, até a virada épica em Lima, com Jorge Jesus, o Flamengo fez uma campanha cercada de doses de drama, bom futebol e uma comunhão com a torcida para transformar o sonho em realidade. Um ano depois do título, relembre momentos importantes da caminhada rubro-negra no bicampeonato da Libertadores.

A caminhada do Flamengo na Libertadores de 2019

Flamengo nas alturas na estreia na Libertadores

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A estreia na Libertadores foi na altitude, contra o San José, em Oruro, na Bolívia, perto dos 4 mil metros acima do nível do mar. A parceria entre Bruno Henrique e Gabriel Barbosa foi fundamental. Passe do camisa 27 e teve gol do Gabigol. Diego Alves também foi importante, com defesas difíceis.

Gabriel Barbosa e Bruno Henrique, Flamengo, Libertadores Gabriel, com passe de Bruno Henrique, marcou na estreia na Libertadores | Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Divulgação

Goleada no Maracanã

Pressionado após a derrota, em casa, para o Peñarol, o Flamengo precisava dar a resposta contra o San José, no Maracanã, pela quarta rodada da fase de grupos. E conseguiu, ao aplicar 6 a 1, gols de Diego, Éverton Ribeiro duas vezes, Arrascaeta, Vitinho e gol contra de Gutiérrez.

Arrascaeta Arrascaeta solta o grito | Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Divulgação

Classificação com dose de drama no Uruguai

O Flamengo foi para o último jogo da fase de grupos com a vantagem de poder empatar com o Peñarol, no Uruguai. O clube carioca, desde o início, perdeu chances claras de gol. O enredo ganhou contornos dramáticos quando Pará foi expulso, aos 19 minutos do segundo tempo. O Fla conseguiu administrar o jogo sem sofrer muito e ainda perdeu oportunidade de gols. Resultado: 0 a 0 e classificação em primeiro do grupo, com 10 pontos, garantida.

Éverton Ribeiro Flamengo perdeu chances claras contra o Peñarol | Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Divulgação

Decepção e êxtase contra o Emelec

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O Flamengo foi para o mata-mata da Libertadores de técnico novo: Jorge Jesus. E o primeiro jogo do Mister pelo torneio não foi dos melhores. O Fla perdeu para o Emelec por 2 a 0 e ainda viu Diego sofrer uma fratura no tornozelo esquerdo. Pressionado, o clube carioca deu a volta por cima no Maracanã, em uma atmosfera eletrizante. O Flamengo fez 2 a 0 logo aos 19 minutos (Gabigol marcou os dois gols). O segundo tempo foi tenso. O Fla perdeu Gabriel Barbosa, lesionado, e ainda levou alguns sustos. A decisão foi para os pênaltis. Diego Alves, que enfrentava algumas críticas naquele momento, foi decisivo e ajudou o time a vencer por 4 a 2: classificado!

Diego Alves Diego Alves pegou pênalti | Foto: Flamengo / Divulgação

Flamengo elimina o Internacional na Libertadores

O clube carioca se deparou com um rival brasileiro nas quartas de final. E logo abriu vantagem sobre o Internacional. No Maracanã, no jogo de ida, o Flamengo fez 2 a 0, dois gols de Bruno Henrique, e foi para o Beira-Rio em boa situação. Após desperdiçar oportunidades, o Fla viu o Inter sair na frente, mas Gabigol empatou na reta final do jogo e carimbou a classificação para a semifinal.

Bruno Henrique, Flamengo, Libertadores Bruno Henrique foi decisivo contra o Internacional | Foto: Flamengo / Divulgação

Flamengo faz ‘cincum’ no Grêmio

O Rubro-Negro dominou a eliminatória contra o Grêmio. No Sul, empate por 1 a 1, no qual o Fla teve três gols anulados. O jogo de volta, no Maracanã, foi um exibição de gala. O Flamengo fez 5 a 0 (Bruno Henrique, dois de Gabriel Barbosa, Pablo Marí e Rodrigo Caio marcaram) no rival e se classificou categoricamente para a decisão. O sonhado título da Libertadores estava cada vez mais próximo. E a torcida ainda tirou onda com o “cincum” no placar, em alusão a uma brincadeira com Jorge Jesus.

Gabriel Barbosa, Flamengo, Libertadores Gabigol comandou goleada sobre o Grêmio | Foto: Flamengo / Divulgação

O embarque para a final da Libertadores

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A comunhão entre torcida do Flamengo e time foi algo marcante na caminhada rumo ao título. E a Nação se espalhou pelo Rio de Janeiro, no dia 20 de novembro de 2019, para dar apoio e boas vibrações no embarque da delegação para Lima, palco da final da Libertadores.

A virada épica em Lima

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Dia 23 de novembro de 2019. Um dia esperado por toda a Nação. Era hora de voltar a conquistar a Libertadores. Antes, uma boa dose de sofrimento. O River Plate começou melhor a final e abriu o placar com Borré, aos 14 minutos. O Flamengo demorou a se encontrar e se achou em campo mesmo apenas no segundo tempo. Já com Diego no lugar de Gerson, o clube carioca começou a dominar o jogo. O tempo era inimigo. O drama só aumentava. Mas o destino estava traçado. E o grito aprisionado na garganta explodiria.

Flamengo Gabigol foi o cara da final contra o River Plate | Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Divulgação

Aos 43 minutos (novamente o 43 na vida rubro-negra, assim como no gol de Petkovic no tri carioca de 2001), Bruno Henrique achou Arrascaeta, que caindo deixou Gabigol livre para empatar: 1 a 1. O Flamengo estava vivo e pronto para uma virada épica. Três minutos depois, Diego lançou Gabriel Barbosa. A zaga do River se atrapalhou e Gabigol fez história: 2 a 1. Pura catarse. Uma virada épica, um roteiro perfeito, mais um dia que os rubro-negros nunca vão se esquecer. E que completa 1 ano.

A festa do título no Rio

As ruas do Centro do Rio de Janeiro foram tomadas. O dia 24 de novembro de 2019 foi de festa. Foi de recepcionar a delegação do Flamengo e comemorar. E curtir cada momento de um título tão esperado. A Libertadores era rubro-negra mais uma vez.

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