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O futebol brasileiro é conhecido pela frequência com que os clubes trocam de técnico. E o Flamengo não é exceção. Desde Zagallo em 2001, o Rubro-Negro trocou de técnico 43 vezes, sem contar os interinos. No mesmo período, 11 treinadores foram substituídos antes de completar dez jogos. Carlinhos, entre 1991 e 1993, foi o último treinador que conseguiu alcançar 100 jogos no comando da equipe.

A lista de nomes é extensa e conta com profissionais de projeção nacional e experiência na Seleção Brasileira. Outros, em início de carreira, foram apostas da diretoria em momentos de vacas magras.

O MQJ reuniu abaixo uma lista de treinadores que por uma ou outra razão, não conseguiram ter continuidade no Flamengo:

Edinho

Edinho (Reprodução Youtube)

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Campeão brasileiro como jogador rubro-negro em 1987, Edinho iniciou carreira como treinador no Fluminense, em 1991. No Flamengo, teve duas passagens à beira do gramado, uma em 1994 e outra no ano seguinte. Ao todo, comandou a equipe em 22 partidas e alcançou um aproveitamento de apenas 47,6%. Foram 8 vitórias, 5 empates e 9 derrotas.

Deixou a carreira de treinador em 2011 e hoje atua como comentarista esportivo.

Oswaldo de Oliveira

Oswaldo de Oliveira (Divulgação)

Campeão mundial com o Corinthians em 2000, Oswaldo de Oliveira teve duas passagens pelo Flamengo. No Rubro-Negro, porém, nunca conseguiu engrenar. Coincidentemente, tanto em 2003 como em 2015 só durou 18 partidas no comando da equipe. Da primeira vez, saiu com aproveitamento de 44,4%. Já em 2015, depois de uma sequência inicial de seis vitórias consecutivas, a equipe caiu de rendimento. Fechou a passagem com 50% de aproveitamento.

Ricardo Gomes

Ricardo Gomes (GNU/Free Documentation License)

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Em agosto de 2004, o Flamengo anunciou a contratação do técnico Ricardo Gomes. O Rubro-Negro estava em má fase e na zona de rebaixamento do Brasileirão. O ex-zagueiro da Seleção permaneceu no comando da equipe por apenas 15 partidas. Com apenas quatro vitórias, alcançou apenas 40% de aproveitamento.

Celso Roth

Celso Roth (Reprodução Youtube)

Outro treinador que não teve sucesso na Gávea foi Celso Roth. Quando chegou à Gávea em 2005, Roth já tinha um extenso currículo e passagens por grandes clubes, como Palmeiras, Grêmio e Santos. No Flamengo, comandou a equipe por 20 partidas e saiu com um dos piores aproveitamentos na história do clube. Foram seis vitórias, quatro empates e dez derrotas. Mais tarde , em 2010, atingiu o auge da carreira com a conquista da Libertadores comandando o Internacional.

Rogério Lourenço

Rogério Lourenço (Vipcomm/Divulgação)

Parte da geração campeã da Copa São Paulo de Juniores, em 1990, que contava com Júnior Baiano, Piá, Paulo Nunes e Djalminha, Rogério Lourenço vestiu a camisa rubro-negra em 282 oportunidades. Com 27 gols marcados, tinha fama de zagueiro-artilheiro.

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Em 2007, passou a trabalhar como técnico das divisões de base do Flamengo. Até que em 2010 assumiu os profissionais interinamente e acabou efetivado. A pouca experiência pesou contra e ele sobreviveu por 20 jogos. Seu aproveitamento foi de 45%, com sete vitórias, seis empates e sete derrotas.

Silas

Silas (Reprodução Youtube)

Após a saída de Rogério, o Flamengo apostou em Silas. O ex-jogador começava a aparecer no cenário nacional como um técnico promissor. Entretanto, seu desempenho na Gávea foi muito aquém do esperado. Silas registrou o pior aproveitamento da história do clube entre os que comandaram a equipe por pelo menos dez partidas. Foi apenas uma vitória em dez jogos e 30% de aproveitamento.

Mano Menezes

Mano Menezes (Alexandre Vidal/CRF)

Outra grande decepção na Gávea foi Mano Menezes. Demitido da Seleção Brasileira no final de 2012, ele assumiu o Flamengo em junho do ano seguinte. Sem conseguir fazer a equipe assimilar sua filosofia de jogo, entregou o cargo 22 jogos depois, com a equipe lutando contra o rebaixamento no Brasileiro. Seu sucessor, Jayme de Almeida, levou a equipe ao título da Copa do Brasil.

Cristóvão Borges

Cristóvão Borges (Foto: Gilvan de Souza/CRF)

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Em 2015, o Flamengo contratou Cristóvão Borges, que tinha passagens por Vasco, Bahia e Fluminense. Em 18 partidas, o ex-jogador não conseguiu engatar uma boa sequência de resultados. Com oito vitórias, um empate e nove derrotas, foi dispensado em agosto após derrota para o Vasco.