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Noite de muita agitação na Gávea nesta segunda-feira, com o julgamento do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello. Em votação no Conselho de Administração do Flamengo, o ex-mandatário recebeu punição por declarações a respeito do incêndio no Ninho do Urubu.

O triste episódio na história do clube aconteceu em fevereiro de 2019, portanto, menos de dois meses após o fim do mandato de Bandeira de Mello. Assim, a maior parcela de culpa recaiu sobre a gestão anterior a de Rodolfo Landim, atual presidente e candidato à reeleição.

Eduardo Bandeira de Mello recuperou as finanças do Flamengo, mas teve pouco sucesso no futebol (Divulgação CRF)

Em 2020, Bandeira de Mello declarou que se ainda fosse presidente, tinha quase certeza de que não teria acontecido o incêndio. As declarações então desencadearam uma forte reação do grupo político que apoia Landim, que culminou no julgamento desta segunda.

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Bandeira de Mello, com 52 votos a favor e 30 contra, ficará fora do quadro social por 90 dias. Além disso, perdeu os direitos políticos por cinco anos e não poderá disputar as eleições do final do ano.

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Com apoio de ex-presidentes como Marcio Braga, Kleber Leite, Patrícia Amorim e Helio Ferraz, Bandeira de Mello reagiu à decisão em nota:

“Apesar do que alguns pensam, o Flamengo não tem dono. O que o grupo do qual fiz parte fez para mudar os rumos do clube em 6 anos de trabalho parece incomodar alguns até hoje. Meus acusadores torturaram o estatuto do clube para encontrar uma forma de me alijar do quadro associativo e do processo eleitoral do Flamengo.

Num processo com motivação política, conduzido a base de vícios e arbitrariedades, e sem nenhum rigor técnico ou jurídico, fui punido por crime de opinião. Tenho orgulho de estar do lado oposto ao deles. Vou recorrer da decisão e tenho certeza que em dezembro estarei na Gávea para votar no meu candidato,” afirmou.

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