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A festa da torcida no último jogo da Série B, contra o Guarani, no Nilton Santos, é o resumo perfeito de como a temporada de 2021 terminou para o Botafogo. O título lavou a alma dos torcedores e coroou uma arrancada especial. De desacreditado a campeão. Uma história e tanto.

Entretanto, até a festa, o Botafogo viveu muita coisa na temporada. E alguns episódios nada agradáveis. O orgulho estava ferido pela queda para a Série B, com uma campanha sofrível em 2020, em que a temporada terminou apenas em fevereiro.

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Com o calendário apertado, o Botafogo não teve nem sequer tempo de lamber as feridas. A reconstrução em campo demorou a dar liga. O Fogão escolheu para a temporada um especialista em acesso: Marcelo Chamusca.

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O técnico comandou a reformulação no elenco. De cara, sofreu no Campeonato Carioca. Com muitos empates, o Botafogo ficou fora das semifinais do Estadual e foi para a Taça Rio, espécie de torneio de consolação para definir o quinto lugar geral, em que perdeu para o Vasco nos pênaltis.

Botafogo amargou frustrações

E Chamusca já havia amargado uma decepção na Copa do Brasil. Após eliminar o Moto Club na primeira fase, com uma goleada por 5 a 0, o Fogão caiu na fase seguinte, para o ABC, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

Chamusca Botafogo Chamusca iniciou a temporada do Botafogo | Foto: Vitor Silva / Botafogo / Divulgação

Com duas eliminações nas costas, Chamusca largou na Série B sob desconfiança. Entretanto, o começo no principal objetivo do ano até que foi promissor. Com duas vitórias e dois empates nos quatro primeiros jogos, o técnico ganhou crédito. Contudo, não por muito tempo.

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O Botafogo amargou duas derrotas seguidas, para Náutico e Sampaio Corrêa. Chamusca ficou pressionado. Ele ganhou fôlego após o triunfo sobre o Vitória, mas não por muito tempo. O técnico não resistiu a uma sequência de três jogos sem ganhar – dois empates e uma derrota.

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O empate por 3 a 3 com o Cruzeiro, no Estádio Nilton Santos, sentenciou o destino de Chamusca. Ele foi demitido em julho. Naquele momento, o Fogão estava na 10ª colocação da Série B.

A chegada e a arrancada com Enderson Moreira

O Botafogo se complicou com mais duas derrotas seguidas, sob o comando do interino Ricardo Resende. Foi na 14ª rodada que começou a guinada do Fogão. Enderson Moreira estreou no dia 24 de julho. De cara, vitória sobre o Confiança, fora de casa. Na ocasião, Enderson foi expulso, após reclamar da arbitragem.

Enderson Moreira Botafogo Enderson Moreira na chegada ao Botafogo | Foto: Vitor Silva / Botafogo / Divulgação

O Fogão engatou mais três vitórias e se recuperou de vez na Série B. A derrota para o Operário, a primeira de Enderson, logo virou um acidente de percurso. É que o clube carioca engatou uma série de invencibilidade de sete jogos depois desta partida. Em agosto, após derrubar o Coritiba, o Botafogo voltou para o G-4. E para não sair mais.

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Fisgar pelo coração! Rafael entrega Marcelo e dá camisa 10 do Botafogo para o lateral do Real Madrid

Um momento especial na temporada foi a chegada do lateral-direito Rafael. Ele chegou em setembro, para realizar o sonho de defender o clube de coração.

Rafael assinou contrato até 2023 (Foto: Vitor Silva/ Botafogo)

O Botafogo até teve um rápido período de oscilação – empate com Vitória e derrota para o Avaí -, mas logo deu a resposta. Por sinal, o revés para o clube catarinense, no início de outubro, foi o último do time carioca.

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A arrancada estava fadada a terminar em glória. Um capítulo especial, que deixou o Fogão bem pertinho do acesso, foi no clássico com Vasco. Em São Januário, o Fogão aplicou 4 a 0 e fez a festa da torcida. Ali, a vaga na elite era questão de tempo. E foi carimbada na 36ª rodada, no Nilton Santos, com vitória sobre o Operário.

A festa do Fogão no Estádio Nilton Santos

O título também foi conquistado com antecedência. Na 37ª rodada, o Botafogo venceu o Brasil de Pelotas, fora de casa, e liquidou o assunto. A despedida da Série B foi para colocar a medalha no peito, levantar a taça e fazer festa com a torcida no Nilton Santos.

A festa da torcida do Botafogo na despedida da Série B | Foto: Vitor Silva / Botafogo / Divulgação

A história de sucesso do Botafogo na Série B teve alguns nomes especiais. O artilheiro Rafael Navarro brilhou intensamente – fez 15 gols e deu nove assistências no torneio. Chay conquistou a torcida com oito gols e oito assistências. O xerife Joel Carli foi outra peça fundamental. Entrou no time e deu consistência à zaga. Diego Loureiro, Oyama, Marco Antônio, Warley, Diego Gonçalves… o elenco alvinegro deu a resposta e deixou a torcida orgulhosa.

Perspectivas do Botafogo para 2022

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Com a Série A no horizonte, o Fogão não se ilude e sabe que vive um processo de reconstrução, fora e dentro de campo. O clube busca avançar no projeto de clube-empresa e modernização. O futebol precisa segurar a bronca.

Em dificuldades financeiras, o Botafogo tem problema para manter os principais nomes do elenco – Rafael Navarro, Marco Antônio, Luís Oyama, entre outros. O goleiro Gatito Fernández, ídolo da torcida, também está em fim de contrato.

Gatito Fernández Gatito Fernández está no fim do contrato | Foto: Vitor Silva / Botafogo / Divulgação

Entretanto, o sucesso na Série B inspira o Botafogo. É que, mesmo com dificuldade financeira, o clube conseguiu montar um elenco competitivo. É este padrão que o clube mira, agora com os desafios da Série A.

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Sendo assim, será preciso utilizar o orçamento adequadamente. Não há margem de erro. O Botafogo busca dar cada passo com equilíbrio, para voltar a ser protagonista na elite. Por isso, o primeiro objetivo em 2022 é uma campanha sólida, sem sustos. A partir daí, poder buscar vaga em competição continental e continuar com o processo de recuperação do clube.

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