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O diretor de futebol Eduardo Freeland e o técnico Marcelo Chamusca nunca viveram uma situação tão tensa no Botafogo. O nível de cobrança por parte da diretoria subiu consideravelmente após a derrota por 1 a 0 para o Vasco na primeira partida da final da Taça Rio. O presidente Durcesio Mello e o CEO Jorge Braga parecem convencidos de que a dupla não vai conseguir o acesso para a elite do futebol nacional. Mas evitam críticas públicas.

Jorge Braga estranhou a maneira como o departamento de futebol do Botafogo vinha trabalhando. Após mergulhar em vários setores, sentiu falta de uma base mais sólida de informações sobre a chegada de reforços. Levou o caso a Durcesio e o presidente pediu que ele cobrasse Freeland diretamente. Afinal de contas o CEO chegou com o objetivo de colocar ordem na casa.

Marcelo Chamusca e Eduardo Freeland estão na berlinda (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

Jorge Braga preferiu oferecer ajuda, uma reformulação na política de contratações baseada em inteligência. Percebeu um Freeland sobrecarregado. Mas a estratégia não deu certo e incomodou o diretor de futebol. O MAIS QUE UM JOGO apurou que a relação dos dois não está das melhores.

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Chamusca pode cair no sábado

Ciente de quem sem o acesso o Botafogo se torna inviável financeira, o CEO voltou com o problema para Durcesio. Mas dessa vez viu um presidente irritado com a falta de progressos no futebol. Além disso revoltado com a falta de reforços mesmo tendo liberado um valor acima do orçamento para a chegada de um meia e um atacante diferenciados.

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Internamente há quem considere que a perda da Taça Rio no próximo sábado, no reencontro com o Vasco, pode definir a queda de Chamusca. Além disso há limite de troca de técnicos na Série B e os dirigentes não querem correr riscos. Mas a grande questão é: Freeland, que é contra a demissão, vai permanecer mesmo se a sua autoridade for superada?

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